Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
Tiago Moreira Ramalho

Ao tornar-se evidente a preferência generalizada das fêmeas pelas bestas, os machos não bestiais acabam por, num mecanismo de auto-defesa, abandonar pretensões amorosas e, por consequência, reprodutivas. É aqui que a decadência da espécie de acentua, pois os únicos que nos poderiam salvar da selvajaria acabam por perder interesse na própria espécie. Tal como escreveu Pedro Mexia em tempos idos, do grupo composto por Kierkegaard, Machado, Nietzsche, Tchekhov, Kafka, Eliot, Beckett, Pavese, Cioran não houve descendência conhecida. E se aqui temos a Literatura e alguma Filosofia, podemos ir a mais alguma Filosofia, a três ou quatro ciências (das a sério, não as sociais, que são o oásis nínfico) e percebemos que a genialidade é, simplesmente, pouco atraente. Claro que não temos de nos preocupar. Não regressaremos aos seixos e à recolecção no espaço de uma geração e pode ser que, com o tempo, a espécie se aperceba que a zoofilia é algo a que só se deve recorrer pontualmente, para ver curiosidades satisfeitas.


6 comentários:
De Cleópatra MP a 30 de Julho de 2010 às 23:55

Essa questão da preferência das fêmeas por machos bestiais, não me parece ser assim tão evidente...
E se o tema for encarado do ponto de vista dos machos ditos 'não bestiais' em vez do ponto de vista das fêmeas?

Quase me atrevo a insinuar que não se trata de uma questão de auto-defesa por parte dos 'machos não bestiais'. Eles não "acabam por perder o interesse NA própria espécie": muito provavelmente, perdem o interesse PELA própria espécie...

Mas isto devem ser deambulações minhas...! E dariam pano para mangas...

Abraço,
Cleópatra M.P .


De AMCD a 31 de Julho de 2010 às 01:56
Os vencedores são os que procriam, os outros são uns "loosers", uns vencidos da vida, por muito que isso custe a muita gente (particularmente aos que não procriam). [Esta ideia já a li expressa nalgum lado, talvez por Richard Dawkins, Desmond Morris ou Nietzsche, não sei...andei a folhear os livros mas não encontrei a citação...]

Esta é a "lição da sobrevivência do mais apto"(Darwin).

Diz Dawkins que:

"Não importa quanto conhecimento e quanta sabedoria adquirimos durante a nossa vida; nem uma gota será transmitida aos nossos filhos por meios genéticos". (Richard Dawkins, O Gene Egoísta)

Esses homens de cultura, ciência e filosofia que refere, esses machos não bestiais, ficaram por isso atrás das bestas na tentativa de atrair a atenção das fêmeas.

Tivessem ido mais ao ginásio e menos às bibliotecas, tivesse ficado bestas e não se limitassem a ser apenas bestiais, ou será que a "culpa" é das fêmeas?

Gostei do seu texto.


De PR a 31 de Julho de 2010 às 05:07
Mas a amostra pode estar enviesada. Vejamos alguns contra exemplos:

Jean Paul Sartre - saltou de mulher em mulher. Há quem fale de muitas dezenas.

Einstein - Casou duas vezes, chegou a ter uma amante que a mulher tolerava.

Marx - Diz-se que comia a empregada...

Stephen Hawkins - Casou... duas vezes (!).

Carl Sagan - Casou três vezes. De cada vez que casava arranjava uma mais nova.

Sócrates - Tinha muito sucesso, mesmo que apenas junto do mesmo sexo.

Newton - Misógino, segundo alguns, conseguiu obrigar a prima a limpar-lhe a casa regularmente. O que não pode deixar de ser considerado uma coisa de verdadeiro macho.

Darwin - Casou com uma prima, mas deixou filhos a dar com um pau...

Milton Friedman - Teve um casamento de várias décadas, mas parece que as miúdas de Chicago suspiravam durante as aulas (apesar do seu 1,60m)

E estes são só os que me lembro.


De TMR a 31 de Julho de 2010 às 10:12
Essa tua coisa pelo rigor chateia, ó Priscila. Não fiz aqui um Tratado sobre a Natureza Humana xD


De PR a 31 de Julho de 2010 às 18:15
Eu sei, é só mesmo para chatear :)


De Leonor a 31 de Julho de 2010 às 23:20
E se pensarmos nas escolhas de algumas mulheres, e vou enunciar só três, geniais?
Comecemos por Carlotte Bonte e A.B. Nicholls, prossigamos com Virginia e Leonard Woolf e, por fim, o exemplo de Sylvia Plath e Ted Hughes. Todas elas mulheres de personalidade complexa, digamos. Mas os homens escolhidos estão longe do arquétipo de "homens bestas".
E que podemos concluir sobre a natureza das preferências conjugais das mulheres muito talentosas?



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