O que seria de nós sem os comentários esclarecidos nos sites da imprensa? O homicídio…não, homicídio tem uma carga demasiado negativa, o acto de justiça que se abateu sobre Carlos Castro é de uma transparência cristalina. A “vítima” era uma bichona, um velho nojento, praticamente um pedófilo, que se aproveitou da inocência depilada de um rapazinho (tão bonito que ele é, e gosta de mulheres, tinha resmas delas), uma ingénua criatura de Cantanhede (em Cantanhede não há paneleiros, ora essa), um anjinho de Deus que vendeu a alma ao Diabo em forma de um sexagenário gordo e feio. O porco seduziu a pobre criança cujo único pecado era ter um sonho e lá foi ela atrás do sonho agarrada às calças do maricas. Estava mesmo a pedi-las. Estão todos a pedi-las. Andam para aí a meter-se com rapazinhos exemplares que até praticam desporto e sorriem aos concidadãos e estão à espera do quê? E nem se sabe se não foi a “vítima” a provocar a situação ou até mesmo a pedir para que o jovem lhe fizesse aquelas coisas, porque homens daqueles são uns pervertidos. Quem nos garante que a “vítima” não tentou coagir o rapazinho, que não tentou obrigá-lo a fazer coisas que este não queria e que o rapazinho, ferido no seu orgulho heterossexual, apenas se defendeu, espancando o verdadeiro agressor durante uma hora, enfiando-lhe um saca-rolhas no olho e cortando-lhe os tomates? Seria muito diferente se em vez de um paneleiro velho, estivéssemos a falar de um septuagenário heterossexual que andasse com uma “dançarina” brasileira (puta, claro está, porque estas são muito sabidas e querem é subir na vida porque lá na terra delas passam fome). Já se sabe que estas atrevidas só andam atrás deles pelo dinheiro e que eles aproveitam (quem é que, podendo, não aproveitaria?) para ferrar o dente em carne fresca, e fazem eles muito bem, provando a macheza do garanhão lusitano que nem no leito de morte perde a tusa. É tudo tão simples: a culpa é sempre dos maricas e das putas.
De josé a 10 de Janeiro de 2011 às 14:14
se não fosse tão triste, eu até me ria. mas eu não quero acreditar que esses comentários reflictam aquilo que é a opinião da maioria da população. suponho que a esmagadora maioria está solidária com o carlos castro. agora que se ouvem muitos "mas" a seguir às expressões de pesar, ouvem-se. os "mas" são terríveis.
De Javali a 10 de Janeiro de 2011 às 14:58
Mas temos que estar solidários com um deles? Ora essa. O problema, parece-me, está na tentativa de tornar isto num caso social, quando é meramente um caso de polícia.
De Anónimo a 10 de Janeiro de 2011 às 15:02
naturalmente que é um caso de polícia. mas, parece-me, que o objecto deste post é o caso social que o dito caso de polícia revela. basta como diz o bva consultar as caixas de comentários das publicações habituais.
De Javali a 10 de Janeiro de 2011 às 15:17
«(...) o caso social que o dito caso de polícia revela.» Bom, não posso deixar de concordar com isto, mas nunca entendi muito bem como um "conjunto de opiniões" é facilmente transposto para um não menos mítico estilo, carácter ou psicologia nacional.
De
rititi a 10 de Janeiro de 2011 às 14:18
Bravo!
Belo post, sim senhor. Gostei.
É tao bom rapaz, de ouro... muito calmo, muito sensato... já ouvimos o mesmo acerca de um outro de Coimbra, estudante de medicina... ninguém quer acreditar... é caso para dizermos que nos livrem dos bons rapazes, muito calmos e muito sensatos... se procurrarem bem, certamente o rapaz não era assim tão, tão... o caso é que alegadamente assassinou uma pessoa com requintes de malvadez, isto não é de boa pessoa... queria muito - e depressa - a fama... Conseguiu. Infelizmente!!!
De Alexandre Carvalho da Silveira a 11 de Janeiro de 2011 às 11:49
Estou totalmente de acordo consigo, Rendadebilros. Aquele jovem atingiu a fama de uma maneira que nunca imaginou. Agora espera-o uma pena certamente pesada numa prisão americana.
O melhor que ele tem a fazer, é começar a passar vazelina no rabinho, porque com a publicidade que teve já deve haver quem o espere impacientemente atrás das grades!
De
JVA a 11 de Janeiro de 2011 às 16:30
Olha - um humanitário! Era justamente a isto que aludia mais acima: os que andam a cuspinhar impropérios sobre a vítima são apenas o reflexo dos que, se pudessem, castravam e executavam o homicida sem sombra de remorsos. Um tipo que se regozija com a perspectiva de um estupro, mesmo como "meio" de punição de um crime, será decerto um filantropo. E mesmo esta historieta das prisões é demasiado delicodoce: justa, mesmo, era a lei de talião.
De facto, tudo é tão simples.
De
JVA a 11 de Janeiro de 2011 às 16:36
Estava a referir-me ao comentário do ACS, não ao post (não sei se foi perceptível; esta treta dos comentários do Sapo é uma confusão)
Deu para perceber. ehehehe. ou devo dizer lol? ou rsrsrsrs? Nunca sei qual é a melhor maneira para me rir nas caixas de comentários.
De
JVA a 11 de Janeiro de 2011 às 19:22
Boa pergunta. Por via das dúvidas, eu aposto sempre num arsenal de smiles, emoticons (aprendi esta palavra há dias, deixem-me brilhar), lols, ehehehes e muahahahs que faria corar de inveja qualquer miúda excitadinha de 13 anos. Mas não garanto que seja preferível passar por pateta do que por sisudo eheheh lololol muahahahah ;-P ;-) ;-D ;-X
(viram? Lá escaparam eles, os marotos)
De Alexandre Carvalho da Silveira a 11 de Janeiro de 2011 às 18:02
JVA,
Não intreprete mal o que eu escrevi. Aquilo da vazelina pode perecer um bocado de mau gosto, mas é a realidade que espera aquele rapaz na prisão, onde ninguem o protegerá.
Quanto ao resto, e se tiver pachorra, basta ler o meu comentario das 15,56.
pior mesmo continua a ser a cobertura mediatica principalmente em canais que cumpriram 10 anos no topo devido a sua credibilidade jornailistica
De Cátia a 10 de Janeiro de 2011 às 20:30
Provavelmente passou-me ao lado, mas ainda não vi nenhum comentário "contra" o Carlos Castro. E o que mais ouço até é o oposto, coitado do homem que tinha 65 anos e não se conseguia defender...
Não querendo parecer critica, não será isso uma reacção exagerada a algum comentário parvo?
Tenho noção do que a família do rapaz está a tentar fazer e que vai no sentido do que aqui escreve, mas a família é apenas a família e será sempre o defensor deste rapaz.
De facto pelo que me apercebo entre conversas nos corredores das escolas e cafés, a notícia foi tão chocante por causa do crime cometido que até se tem falado pouco da homossexualidade da vitima.
De
JVA a 11 de Janeiro de 2011 às 02:02
Pois, lá está - nem mais. Este lodaçal das caixas-de-comentários é apenas uma das facetas. Pelo que vi – e foi muito de soslaio, sem prestar grande atenção -, a coisa reparte-se com mais parcimónia: há um grupinho de chacais a cuspinhar os seus preconceitos homofóbicos sobre cadáveres que já não podem replicar; outro grupinho entretém-se a reclamar penas ainda mais drásticas do que a prisão perpétua, como se a vida humana não fosse inviolável e toda a gente não tivesse direito ao arrependimento e à remissão; por fim, outro grupinho, que engloba amigos do peito (o que é compreensível) e inimigos figadais (o que é hipócrita), dedica-se, na tv, a esse misterioso processo alquímico que é converter um banal metediço num filantropo ou num santo – quando, afinal, era bem mais justo expressar saudade e estima do que encómios. O costume, portanto.
O melhor texto que li sobre o assunto.
De
Speedy a 11 de Janeiro de 2011 às 00:09
o que me apetecia ter escrito. mas nao o faria melhor
De
Luis a 11 de Janeiro de 2011 às 00:16
Abordagem muito inspirada e interessante. Parabéns!
Parabéns, Tiago.
De menina limão a 11 de Janeiro de 2011 às 01:18
Vocês são todos iguais!
De
CybeRider a 11 de Janeiro de 2011 às 17:40
(Qual Tiago?...)
Continuamos muito distraídos e afinal é de facto "tão simples"! Mas a vida corre curta e é mais fácil andarmos a apanhar bonés e a papar o que a imprensa e as revistas cor-de-coisa nos enfiam. Enganam-nos? Não! O que não queremos é ver. Opinar com senso custa, e ser imparcial custa ainda mais. Vou daqui mais tranquilo. Ainda há imparcialidade, mas custa a encontrar.
Parabéns, Bruno, pelo texto mesmo.
De O Verdadeiro Anónimo a 11 de Janeiro de 2011 às 21:22
E não tenho tomates para dizer o "politicamente incorrecto". mas bem gostava.
Já o deceased Carlos Candal falava do loby gay.
De Anónimo a 11 de Janeiro de 2011 às 22:01
Mas qual lobby gay? A maioria dos gays não podia com o Carlos Castro.
De txelfc a 11 de Janeiro de 2011 às 22:18
Sim sim, esse mesmo o Carlos Candal, aquele que após a eleição de determinado senhor numas legislativas quaisquer, disse e passo a citar. "parabéns à prima".
Quanto a isto dos loby's, enfim, eles só tem a importancia que nós queremos dar.
Desculpe Verdadeiro anónimo , essa de não ter tomates foi inteligente.
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