Quarta-feira, 7 de Abril de 2010
Bruno Vieira Amaral

Leio um romance português e encontro isto: "será que as pombas sentem saudades?". Não tenho resposta para esta questão, mas, sintam ou não, gostava muito que não me voltassem a encher o algeroz com merda.


10 comentários:
De Henrik a 8 de Abril de 2010 às 17:28
Se contasse a frequência com que frases dessas aparecem em livros de lusitana criação, poderia correr o risco de deixar de ler livros.


De Draguinho a 8 de Abril de 2010 às 18:46
Imagine a quantidade de merda no seu algeroz se, em vez de pombas, fossem gaivotas. Agradeça pois à autoria do romance a escolha criteriosa que faz quando filosofa sobre aves urbanas.


De Henrik a 8 de Abril de 2010 às 23:19
Quer isso dizer que quando escolhe um livro para ler está absolutamente certo da qualidade da obra? escolher criteriosamente não garante necessariamente a qualidade de uma obra. Aqui é só doutos, desprezadores de Cusa.


De Draguinho a 9 de Abril de 2010 às 21:47
Eu referia-me aos critérios da autora na escolha criteriosa que faz das aves como personagens das suas estórias. Ao fim e ao cabo trata-se da escolha da merda. Digo eu...


De Henrik a 8 de Abril de 2010 às 23:23
Lapso meu. Vinha de um comentário anterior e li-o mal. Mea culpa.


De Jonas a 9 de Abril de 2010 às 00:21
Eu acredito sem ver que o seu algeroz é o que há de mais apetecível para as contracções da cloaca de toda e qualquer pomba que tenha meio dedo de testa.

(Estou sem vírgulas.)

Sobre as preocupações beletristas, com franqueza, acho mesmo que a literatura tem de suportar não só o mau-gosto, como também muita caca de ave e até pior. Hoje estava a reler Stendhal e a quantidade de gente com narizes aquilinos é assustadora, isso e a regularidade e irregularidade de tudo e qualquer coisa mais.

Portanto, pois então, este é um dos momentos clássicos para aconselhar que, se não gosta, ponha na ponta do prato.

(Também confesso que fiquei curioso em saber onde está impressa uma questão tão... prosopopeica.)


De JVA a 12 de Abril de 2010 às 17:52
Ora, isso acontece aos melhores. Até os romances do Eça abarrotavam de "moças trigueiras", "rapazes esgalgados" e "céus azul-ferrete". Ossos do ofício, ou lá como raio se diz.


De Bruno Vieira Amaral a 9 de Abril de 2010 às 09:31
Jonas,

grato pelo conselho. E tenha em atenção que só aceito conselhos de releitores de Stendhal e treleitores de Balzac.



De Jonas a 9 de Abril de 2010 às 15:08
Ora essa, cavalheiro, não tem do que agradecer.
Não tem mesmo.


De JVA a 12 de Abril de 2010 às 17:44
Minha Nossa. Isto, sim, é um belo momento "vaca de Homero", que só deveria ser lido ao som de violinos, com o peito entufado e grandes olhos dramáticos.

(violinos, violinos)


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