Quinta-feira, 24 de Março de 2011
Priscila Rêgo

Ainda alguém se lembra do Orçamento do Estado para 2010? Era um documento essencial para garantir a consolidação orçamental e reduzir o défice dos 9,3% registados em 2009 para os 8,3% que foram na altura apresentados como meta à Comissão Europeia. O PSD foi encostado à parede: ou viabilizava o Orçamento ou deixava Portugal a arder em lume brando, morrendo aos poucos enquanto os mercados comiam um país a ser gerido em duodécimos.

 

Esta era a versão oficial. A versão a sério, que raramente coincide com a que é propalada pelo primeiro-ministro agora demissionário, é muito diferente. Entre Janeiro e Abril, com os temidos duodécimos, o Estado gastou 3,5 mil milhões de euros por mês e arrecadou 2,4 mil milhões. Défice mensal: 1,14 mil milhões. A chegada do novo Orçamento trouxe algumas mudanças. Sim, a receita mensal aumentou para 3,3 mil milhões. Mas a despesa também, atingindo os 4,5 mil milhões. Défice mensal: 1,21 mil milhões. Não é bem que o OE não tenha contribuído para reduzir o défice. O problema é que o agravou.

 

Esta brincadeira repetiu-se mais tarde com o PEC 2, o PEC 3, o OE 2011 e o PEC 4. O PS/Governo [parece que há pouca separação entre os dois] está enganado. Irresponsabilidade não é não ceder à chantagem do terrorista. Irresponsabilidade é não lhe tirar a arma quando há oportunidade para isso.


5 comentários:
De Ir res pons abilidade? a 24 de Março de 2011 às 23:03
Pois ouvi dizer coiso e tal....

"I ache, therefore I am."
"Do you want me to sit in a corner and rust or just fall apart where I'm standing?"
"Pardon me for breathing, which I never do anyway so I don't know why I bother to say it, oh God, I'm so depressed. Here's another one of those self-satisfied doors. Life! Don't talk to me about life."
"Life," said Marvin dolefully, "loathe it or ignore it, you can't like it."
"Simple. I got very bored and depressed, so I went and plugged myself in to its external computer feed. I talked to the computer at great length and explained my view of the Universe to it," said Marvin."And what happened?" pressed Ford."It committed suicide."
Sobre ter sido abandonado num parque de estacionamento durante 500 milhões de anos: "The first ten million years were the worst. And the second ten million years, they were the worst too. The third ten million years I didn't enjoy at all. After that I went into sort of a decline"
"Why should I want to make anything up? Life's bad enough as it is without trying to invent any more of it"
Arthur: "Marvin, any ideas?"Marvin: "I have a million ideas. They all point to certain death."
Marvin: "I am at a rough estimate thirty billion times more intelligent than you. Let me give you an example. Think of a number, any number."Zem: "Er, five."Marvin: "Wrong. You see?"
"Why stop now just when I'm hating it?"
"I think you ought to know I'm feeling very depressed"


De Anónimo a 25 de Março de 2011 às 00:02
É uma vergonha...
Em Évora existe um call-center que explora os jovens alentejanos, com contratos precários... há muitos anos... usando-se o sistema de rescindir com uma empresa e fazer contrato com outra.
Trabalhamos com todos os sistemas informáticos do grupo caixa seguros, Império Bonança, Fidelidade Mundial e Multicare, mas não temos o direito a receber um preço mais justo pelo nosso trabalho, tal como os funcionários das Companhias?
Quando contactamos os clientes das Companhias é como se fossemos funcionários destas Companhias, mas para recebermos ordenado já não nos identificamos como tal.
Limitamo-nos a receber entre € 400,00 a € 500,00 e somos tratados como máquinas, pior ainda… pois quando os computadores não funcionam, não existe remédio… quando estamos a precisar de ir à casa de banho, já temos tempos estipulados e a correr depressa.
O Call-center já funciona há muitos anos, muitas empresas passaram muitos “escravos” ficaram…
Agora que mudaram a gestão do Call Center, para uma empresa de escravatura dos tempos modernos, denominada Redware, do grupo Reditus, decidiram inaugurar… vejam lá… inaugurar o Call Center, que devia-se chamar Senzala.
Este grande acontecimento vai acontecer amanhã, dia 25 de Março, e vai ter direito à visita do Secretário de estado para a inovação Carlos Zorrinho, do Presidente da Câmara de Évora José Ernesto Ildefonso Leão de Oliveira, do Presidente da Caixa Geral de Depósitos Fernando Faria de Oliveira, do Presidente das Companhias de Seguros do Grupo Caixa Seguros Jorge Magalhães Correia e as suas comitivas.
E pergunto-me vão inaugurar o quê, mais uma fase da exploração de pessoas, que têm que se sujeitar às condições destes empregos porque não existe mais nada?
Mas não somos pessoas?
Não devíamos ter direito a usufruir de condições mais justas pelo nosso trabalho, para termos direito a viver?
Até quando é que o nosso Pai, a nossa Mãe, o nosso Tio, a nossa Tia,… poderão ajudar-nos?
Mas depois é ver a publicidade destas empresas, em que parecem todos bons rapazes e muito solidários, eis um exemplo http://www.gentecomideias.com.pt/gentecomideias/Pages/MensagemdoPresidente.aspx
Sr. Presidente da Câmara, tenha vergonha em pactuar com esta forma de escravatura… ponha a mão na sua consciência, isto se ainda a tiver…


De Luís Lavoura a 25 de Março de 2011 às 11:49
Se os jovens alentejanos trabalham nesse call center, é porque querem.

Quero eu dizer, preferem trabalhar lá do que fazerem outra coisa qualquer, por exemplo estarem desempregados.

Os jovens alentejanos que trabalham nesse call center são, também, livres de se organizar numa comissão de trabalhadores, ou até (conjuntamente com trabalhadores de outros call centers) num sindicato, e reivindicarem melhores condições de trabalho (salários mais altos, contratos menos precários, etc). Se não o fazem é porque sabem que tais reivindicações cairiam em saco roto, uma vez que outros jovens alentejanos estariam dispostos a tomar o lugar deles.

Eu diria portanto que esses jovens alentejanos que trabalham no call center têm, apesar de tudo, melhores (de acordo com o seu ponto de vista, e com o ponto de vista de outros jovens alentejanos à sua volta) condições de vida do que alhures.


De Bruno Faria Lopes a 25 de Março de 2011 às 16:05
Nessa versão "a sério" falta ainda sublinhar os atrasos nos pagamentos de despesa, atrasos impostos pela mão das Finanças (ou deliberadamente ou porque não têm meios para autorizar a tempo os pedidos de despesa das outras tutelas, que decidiram centralizar). Esta despesa terá que ser contabilizada mais tarde ou mais cedo...

Muito úteis os posts sobre a "Geração Deolinda" - não são definitivos (sim, isto é só um blogue), mas são bons como ponto de partida para analisar o tema.

Abraço,
Bruno


De شات كامات a 7 de Novembro de 2013 às 11:12
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