Sábado, 14 de Maio de 2011
Tiago Moreira Ramalho

Há três anos atrás estive na campanha do PSD. Maluquinho, eu, na altura, de me meter em coisas dessas. O facto é que há três anos, quando o PS ganhou, o tom na campanha do PSD era exactamente o mesmo: nós não queremos José Sócrates. Há três anos a campanha do PSD cometeu o fatal erro de transformar umas eleições legislativas num referendo a um homem. Hoje, voltamos ao mesmo. E o próprio PS compactua. Afinal, quais foram as ideias do PS que se revelaram nesta campanha, para tão excelentes resultados estatísticos? A repetição até à náusea de que o PSD quer acabar com a Escola Pública? O aviso alarmado de que o PSD quer cortar na Saúde? A defesa aguerrida do Estado Social contra uma Direita apologista do Estado Mínimo?

Não há, no PSD, quem diga que quer Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro. Ou se há, não se faz ouvir. O que se ouve é que não podemos ter mais Sócrates. O voto pedido é um voto contra um homem. E a circunstância vitimiza-o. No limite, valoriza-o. Afinal, se o melhor que os adversários têm a dizer é que não o querem a ele, então algo de bom ele há-de ter.

Muito bem. Eu não quero José Sócrates, mas, mais do que isso, quero um regresso do centro-direita ao governo em Portugal. Um centro-direita que, tendo assistido durante quase vinte ao afundar de uma economia num pântano que se regenera ciclicamente, pode e deve trazer um programa diferente. E haja ou não coligação, o facto é que o primeiro-ministro só pode ser um: Pedro Passos Coelho. E já que todos o dizem sem o dizer, eu vou primeiro: eu vou votar no PSD nestas eleições.


2 comentários:
De O Rural a 14 de Maio de 2011 às 16:39
PC já mandou o Portas olhar de frente.

Tem que mandar Sócrates largar o espelho, e Louçã deixar de prescutar o espaço e o PCP, não oçhar para 1817


De Luís Lavoura a 16 de Maio de 2011 às 09:45
"quero um regresso do centro-direita ao governo em Portugal"

Esteve lá há relativamente pouco tempo, entre 2003 e 2005, e eu lembro-me relativamente bem desse período. Foi um tempo de estagnação, em que o país e o seu governo estiveram parados. Não tenho saudades absolutamente nenhumas desse tempo.


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