Terça-feira, 14 de Junho de 2011
Tiago Moreira Ramalho

Claro que ao lado da incompetência jornalística se senta a desonestidade dos ‘especialistas’. Nada a que não nos tenhamos habituado. Não é líquido que a uma Taxa Social Única mais baixa aumente o emprego se estivermos num contexto de contenção orçamental e, para cobrirmos a perda de receita, aumentarmos outros impostos. Afinal, de que serve aumentar a oferta se, a seguir, reduzimos a procura? Este é o grande problema que deve ser discutido e não meia dúzia de conceitos aprendidos nas cadeiras das universidades. O efeito líquido é ou não positivo? No actual contexto, tenho as minhas dúvidas. Contratar novos empregados é um risco maior do que manter os actuais e não custa imaginar que muitos dos actuais empregos são mantidos apenas porque os custos de os eliminar superam os proveitos no curto-prazo. Se isto for verdade, uma redução da TSU não levará a um aumento sequer residual do emprego, ao passo que o aumento do IRS ou do IVA levará a quebras de procura mais que certas. Medidas desta natureza fazem sentido em conjunturas mais propícias a expansionismos governamentais. Actualmente, trata-se apenas de contas de merceeiro que, no fim, se arriscam a dar buraco. É que muito pouco é constante.


2 comentários:
De Luís Lavoura a 15 de Junho de 2011 às 13:11
"de que serve aumentar a oferta se, a seguir, reduzimos a procura?"

O aumento dos impostos apenas faz diminuir a procura interna (note-se que o IVA apenas se aplica ao mercado interno). Portanto, as medidas da tróica em nada afetarão a procura externa de bens e serviços produzidos em Portugal, que tem tendência a crescer - quanto mais não seja, porque o comércio internacional global está em crescimento.

O que é preciso é que as empresas portuguesas, que durante decénios apostaram prioritariamente no mercado interno e prioritariamente em bens não-transacionáveis, se reorientem no sentido daquilo que pode crescer - o mercado externo e os bens transacionáveis.


De Miguel Madeira a 15 de Junho de 2011 às 15:26
Convém lembrar que grande parte da procura externa portuguesa não se materializa em bens que vão lá para fora em contentores, mas em consumidores externos que vêm cá para dentro em aviões low-cost; e esses consumidores pagam IVA.


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