Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
Tiago Moreira Ramalho

Será, com certeza, um mal meu, mas a corrente que por aí circula indagando a comunidade blogosferante sobre livros e leituras não me agrada. Perguntar, muitas vezes a pessoas que nunca tivemos sequer a decência de conhecer pessoalmente, sobre os livros que se leu, os livros que se leria, os finais que não se esqueceu e coisas de natureza similar é o mesmo que perguntar sobre conquistas amorosas ou contas bancárias. Da mesma forma que o sedutor que acumula conquistas gosta de deixar no seu rasto uma reputação de grande amante, sem, no entanto, falar explicitamente de quem amou ou de quem deixou que o amasse, o leitor compulsivo gosta que essa aura o rodeie, sem, no entanto, se submeter aos inquéritos invasivos e, além disso, públicos sobre as suas ‘conquistas’. Perguntar a um amante de literatura qual o livro que nunca leu é como perguntar ao Casanova pela mulher que nunca lhe permitiu safadeza; perguntar a um rato de biblioteca qual o livro que leria para o resto da vida é como perguntar ao Camarinha pelo tamanho da pila. Haja decoro.


3 comentários:
De Carlos Pires a 27 de Junho de 2011 às 14:04
O problema com este género de desafios não pode ser apenas esse, pois há desafios que não incidem na leitura e são igualmente estúpidos.


De Daniel João Santos a 29 de Junho de 2011 às 21:31
??? Não percebi.


De zita a 1 de Julho de 2011 às 10:39
Lol gostei essencialmente da referencia ao zeze camarinha, mas creio que o seu efeito devastador nada tem a ver com o tamanho do dito, pois devemos acreditar que essa parte não é a primeira que ele apresenta ás suas conquistas.
O que dá frutos ao zeze para mim tem mais a ver com o tamanho do cérebro das mulheres que acreditam, é preciso é acreditar nas tretas de meia tigela que ele sabe usar. Como qualquer vendedor ele vende-se a ele. Só compra quem acredita... os crentes são fracos, e os carentes são crentes, e a prostituição masculina está aí. O zeze é apenas um pioneiro e que dá a cara, e vende-se ao vivo e a cores.
quanto aos livros falar sobre eles pode também ser como contar uma aventura de caça ou pesca, inventa-se muito pelo meio, criam-se fantasias que nem estavam no livro desde sentimentos a ideias e ideais para sentirmos que lemos um grande livro ... ou fizemos uma emocionante pescaria.


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