Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
Tiago Moreira Ramalho

O tempo que vivemos, independentemente de tudo o que nele se pode lamentar, é um tempo de profundo estímulo intelectual para quem se dedica ao estudo da Economia. Poucas foram as gerações cuja formação na ciência decorreu num período de contenda permanente entre diferentes escolas, em que se torna óbvio que todas têm razão, ao mesmo tempo que nenhuma está realmente certa, abrindo-se caminho à independência e imparcialidade no momento de lhes avaliar as virtudes. O impacto do «experimentalismo» forçado, que nunca é o princípio de investigação da ciência económica, só será reconhecido provavelmente dentro de uma década. Conseguia apostar que dentro de uma década, se tivermos meia-dúzia de pessoas quem, ao invés de se dedicarem a disparar em todas as direcções, se dediquem a recuar, analisando com a minúcia de um filósofo grego todos os pequenos acontecimentos, reacções e desenvolvimentos, todas as escolas de pensamento económico que hoje conhecemos se tornarão obsoletas e algo completamente novo nascerá. Precisamente como aconteceu há noventa anos atrás.


5 comentários:
De Pi-Erre a 5 de Setembro de 2011 às 09:48
Desorientado? O GPS já existe!...


De Pi-Erre a 5 de Setembro de 2011 às 10:48
Chama-se Escola Austríaca e move-se.


De manuel.m a 5 de Setembro de 2011 às 21:48
Alan Greenspan fez carreira como "o" especialista na Grande Depressão , aquele cujos ciclópicos conhecimentos de Economia eram a maior garantia que nada do genero voltaria a acontecer .Mervyn King (O Governador do BoE) previu que a presente crise duraria...seis meses !
A lista dos economistas absolutamente certos do que dizem e fazem é longa ,demasiado longa . A realidade ,essa "chata" , acaba rápidamente por desmentir as doutas opiniões .
Portanto se quiserem conhecer o futuro da Economia consultem astrólogos : É mais barato e provavelmente mais certo .


De Pi-Erre a 5 de Setembro de 2011 às 22:29
Sim, os economistas da escola neoclássica, que é o actual mainstream, estão todos ainda na fase da astrologia.


De Hugo da Graça Pereira a 11 de Setembro de 2011 às 02:25
Não estão no tempo da astrologia porque isto diz que é o século XXI, porque se fosse no s.XV lá perto andariam. A verdade é que a economia enquanto ciência que se preocupa com mais do que livros de contabilidade tem muito poucos séculos e tem evoluído muito devagarinho. Mas o problema também está no outro lado, ao esperarmos de uma ciência fundamentalmente social os resultados que podemos obter nas exactas. Não dá para criar um modelo matemático que preveja qual o comportamento de 6 biliões de pessoas: se compram, se vendem, se investem, se poupam, se enterram no quintal, se depositam no banco... A economia lá teorias tem muitas, agora aplicação prática? Há muito para pedalar ainda...


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