Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011
Bruno Vieira Amaral

Assunção Cristas é a personificação da beleza lusitana, confundida em alguns sectores radicais com fealdade ou, pelo menos, com uma certa rudeza de traços. Cristas é uma valquíria meridional, se as houvesse; uma amazona sem ablações. Não merece as responsabilidades ministeriais, que cansam e desfeiam, os projectos-lei, que esgotam a vitalidade, o ar condicionado dos gabinetes (agora não, que a Assunção quer proibi-lo), que embaça a pele e provoca pieira. Merece ser modelo da figura da República, eternizada em moedas (poucas) nas mãos dos portugueses e estátuas na Assembleia. Admiro-lhe a franqueza e a vivacidade do olhar, a sua arma primeira. Não tem sinais de debilidades urbanas. Apresenta, ao invés, uma solidez de formas, um vigor saloio, uma higiene mental que conforta o eleitorado em geral e os produtores de leite em particular. Fosse eu obrigado e também lhe atribuiria a pasta da agricultura, porque Cristas é mulher que evoca figos e nêsperas, pêssegos e meloas, saboreados nas tardes quentes dos verões alentejanos. Não é produto das faculdades, onde se discute de mais e se respira de menos, nem dos aparelhos partidários de onde brotam os santarrões que por aí se indignam, derramando cinzentismos, embriagados de sobriedade. É um produto da nossa terra, expressão de força vital de um povo que anda sempre derreado e macambúzio. Eu, se mandasse neste país, declarava-a património nacional.


4 comentários:
De Luís Lavoura a 29 de Setembro de 2011 às 17:33
evoca figos e nêsperas, pêssegos e meloas

E marmelos, e marmelos!


De Bruno Vieira Amaral a 29 de Setembro de 2011 às 17:36
esses, esses


De PR a 29 de Setembro de 2011 às 17:40
Grandes porcos!


De Luís Lavoura a 29 de Setembro de 2011 às 17:47
os produtores de leite em particular

Isso faz-me lembrar um concurso de vacas leiteiras, raça Holstein, a que uma vez assisti em Águeda.

O júri era constituído por um só homem, um italiano gordo, que era, supostamente, uma autoridade na matéria. Exprimia-se em inglês para que o pessoal o entendesse.

E quando ele dava o seu veredito, dizendo qual era a melhor vaca que tinha visto, punha as mãos assim em concha, como quem desenha com elas as ancas de uma mulher, para exprimir que era assim mesmo que as ancas da vaca eram, e dizia que a vaca tinha formas very feminine, very feminine.


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