Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011
Priscila Rêgo

Não gostei da estória dos prémios de melhor aluno cancelados à última da hora. Comunicar a coisa assim, com um anúncio na net, não se faz. Ainda para mais dois dias depois de os alunos terem sido formalmente chamados para receber o prémio. E com o requinte de maldade em cima do bolo: não recebem o prémio, mas podem decidir a quem dá-lo.

 

Por outro lado, também fiquei a pensar naquilo que o prémio é. Cerca de 500 euros dados aos melhores alunos do ano anterior, concedidos à laia de prémio de esforço. Pelo que sabemos da ligação entre resultados escolares e background familiar, são 500€ que param no bolso de meninos de boas famílias, e a quem certamente não falta quem os incentive a estudar. No fundo, mais uma medidinha - pequenina, irresistível, provavelmente ineficaz e certamente injusta.

 

Se não podemos cortar nisto, onde é que vamos cortar?


5 comentários:
De Luís Lavoura a 30 de Setembro de 2011 às 09:30
Claro que podemos, e devemos, cortar nisto. Os prémios a atribuir devem ser medalhas de latão e ter portanto um significado meramente simbólico. Não se justifica dar dinheiro aos jovens. Nem é, aliás, adequado.
Mas o primeiro parágrafo também está certo: uma vez decidida a atribuição do prémio, ele deve mesmo ser concedido. Cancelar a atribuição é inadmissível.
Por outro lado, de facto, não se "cortou" nada, uma vez que, segundo o ministro, o valor dos prémios deverá ser gastou noutros projetos. Não há portanto diminuição da despesa.


De Joao a 30 de Setembro de 2011 às 11:18
Concordo que mais vale incentivos psicológicos como medalhas ou diplomas especiais do que dinheiro para jovens estudantes.

Mas não é porque um incentivo para um menino que vem de "boas famílias" é injusto. Só faltava que os únicos incentivos que o estado dá é para pessoas que não são de "boas famílias"!

E em especial porque esta lógica do "boas famílias" e resultados aplica-se numa estatística generalizada da população, e não nos casos específicos dos melhores alunos.


De Miguel Madeira a 3 de Outubro de 2011 às 19:16
A respeito dos "incentivos psicológicos":

- Para alunos que não deiem importância a coisas como "opinião dos outros" ou "reconhecimento social" (como suspeito seja o caso de muitos dos bons alunos, e se calhar também alguns dos maus), tais prémios serão largamente inúteis

- Para os que dão importância a isso (imagino que seja o caso do "aluno típico") devido que eles se motivem para obter um "certificado de marrão/totó/cromo".


De Miguel Madeira a 3 de Outubro de 2011 às 18:45
Por outro lado, transferir esse dinheiro para outros projectos permite deixar de transferir outro dinheiro para esses projectos...


De FNV a 3 de Outubro de 2011 às 15:49
A estupidez, como a inteligência, está equitativamente distribuída pelos diferentes strata , tovarich Priscila.


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