Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011
Priscila Rêgo

A Palmira Silva respondeu às minhas objecções (esta e esta).  Bom, ela não me refere explicitamente, mas o post tem todo o aspecto de me ser dirigido. Diz que Portugal é um dos países europeus com mais desigualdade, afirma que o nosso sistema fiscal é um dos que mais se apoia na tributação indirecta e nota que a nossa economia foi muito afectada pela crise.

 

Concordo com tudo. Mas fico a pensar: que é que isto tem que ver com o que estava a ser discutido?

 

Convém recuar alguns posts. A Palmira defendeu que não há nenhum "monstro" na função pública, argumentando com o peso do emprego público no emprego total. Eu mostrei que, se compararmos a verdadeira "factura", medida pelo peso dos gastos públicos no total dos gastos, ficamos com uma imagem bastante diferente daquela que é transmitida pelo seu post. Portugal está à frente da média e no pelotão mais avançado quando se compara like with like.

 

Depois, mostrou a percentagem da despesa com saúde que é paga directamente pelos portugueses. Eu nem percebi muito bem aonde é que ela queria chegar: limitei-me a salientar que o corolário mais provável desse raciocínio seria a pouca eficiência do Serviço Nacional de Saúde - ainda para mais tendo em conta que, nas comparações internacionais, o Estado português já gasta com saúde um pouco mais do que a média da OCDE. Um atestado de ineficiência que é precisamente o contrário daquilo que uma colega sua tinha afirmado antes, e que ela aparentemente tentou corroborar. 

 

E foi só isto. A Palmira fala agora de desigualdade, estrutura de impostos e por aí fora; mas o meu propósito com os dois posts que escrevi era muito mais restrito: mostrar que, no que diz respeito à saúde e função pública, a realidade é um pouco mais complexa do que aquilo que a Palmira tentou fazer crer. Não são a última palavra na discussão; mas talvez justifiquem um pouco mais de humildade em vez daquela ironia professoral.


3 comentários:
De O SÁTIRO a 7 de Outubro de 2011 às 19:18
Normalmente, a palmira não acerta uma.

Quem acertou emcheio foi o AJJ:

http://mentesdespertas.blogspot.com/2011/10/bancarrota-corrupcao-ps-socrates-os.html


De Justiça para Mário Brites a 7 de Outubro de 2011 às 20:15
Vejam a notícia em
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/luis-maria-cacem-policia-tvi24/1286815-4071.html

"Polícia inventou crime para prender... o vizinho
Aconteceu no Cacém. PJ apanhou prevaricador

Um agente da PSP terá simulado uma tentativa de homicídio para prender um homem inocente. E ainda pediu a um colega, também polícia, que confirmasse a história.

Luis Maria é agente da PSP na esquadra do Cacém, mas foi enquanto vizinho que se zangou com Mário Brites. Vivem no mesmo prédio no Cacém e terá sido a venda da casa de Mário que provocou atritos entre os dois vizinhos.

Da pequena guerra entre vizinhos até ao crime ou à sua simulação foi um pequeno passo. De acordo com a investigação da Polícia Judiciária, o polícia Luis Maria terá pedido a um colega da PSP, o agente António Nereu, que confirmasse uma tentativa de homicídio contra si próprio.

Os dois polícias testemunharam então contra Mário Brites, garantindo que este tinha tentado matar o polícia com dois tiros à queima-roupa em plena rua, no Cacém. A versão dos dois polícias vingou, o homem foi detido e ficou preso cinco meses.

Agora, a PJ conclui que os dois agentes simularam a tentativa de homicídio para servir uma vingança pessoal. No inquérito são apontadas várias contradições relacionadas com o falso tiroteio. O arguido que afinal terá sido a vítima desta história já foi libertado."

À custa desta armadilha hedionda, Mário Brites perdeu a Família, o emprego, a casa. Façam uma corrente, enviando o email aos vossos amigos, exigindo
Justiça para um homem inocente que cumpriu 5 meses na prisão, vendo a sua vida destruída por dois monstros que mancharam a instituição a que pertencem. Que seja devidamente indemnizado, para que possa recuperar tudo o que perdeu e que aos agentes seja aplicada uma pena exemplar- prisão e expulsão compulsória da PSP.


De Desconhecido e Anonimo a 8 de Outubro de 2011 às 18:50

Mas, a Senhora em causa merece-lhe tal deferência ?

Se fosse o inverso trata-la-ia a si de igual modo ?

I rest my case...


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