Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
Rui Passos Rocha

O anunciado ontem por Passos Coelho é mais violência sobre os contribuintes, públicos e privados. Sobretudo os públicos. Acho curioso ter sido anunciado nas vésperas de uma manifestação importante; amanhã veremos a que distância estamos de uma revolução. A data não poderia ser melhor: dois dias depois de todos sabermos que vamos ter de apertar ainda mais nos próximos dois anos, teremos a oportunidade de ir para a rua dizer o que pensamos.

Prevejo que o grosso dos manifestantes venha a ser da esquerda revolucionária, que está contra a própria ideia de termos de seguir o que nos foi imposto de fora. A restante população parece resignada - percebe que, apesar de tudo, pouco mais há por onde cortar. E mais importante, que há legitimidade e justiça nos cortes anunciados: são cortes que afectam mais quem mais tem, de uma forma geral. Há excepções, claro: por exemplo, em teoria (não calculei nem sei de quem tenha calculado o impacto de uma medida como esta), a banca poderia ser mais taxada.

De qualquer forma, gostaria que amanhã se manifestassem também aqueles que, aceitando o imposto pela troika, tenham ideias para mais justiça social nos cortes. Afinal, se não usarmos a rua para nos expressarmos como o faremos: comentando no Facebook do primeiro-ministro?


6 comentários:
De André Couto a 15 de Outubro de 2011 às 00:12
Rui, se me permite, fiz uma reflexão sobre o assunto que gostaria de partilhar consigo.
É possível que já a tenha lido mas ainda assim arrisco.

Sejamos sinceros. Estávamos à espera de quê? Figos?
Confesso que admiro a honestidade de me olhar nos olhos enquanto me apertam um testículo.
É de Homem.

O estado do Estado é calamitoso, podemos afirmar que o sabemos, ainda que por apenas no-lo terem dito. Estamos falidos. O empréstimo que pedimos chega em controladas fatias e só se nos portarmos bem.

Qual seria a alternativa? Uma solução exequível, entendamo-nos?

Há pouco tempo os media ejaculavam tumultos e revoluções, greves e procissões, o rebentamento do dique que contém os vândalos e cabrões.
Nada disso, para já, acontecerá.

O Povo português é extremamente singular. Tem características únicas moldadas pela sua História. Sim, o fado. Sim um trauma carneirista fascizóide,pois claro. No entanto somos um povo determinado. Encornado, se quiserem. Não vamos para onde os outros querem, não seguimos, muitas vezes, pelo caminho que só a nós mesmos beneficiaria seguir. Não somos muito espertos. Mas somos teimosos. Encornamos.

Nas passadas eleições o memorando de entendimento com a troika foi subscrito por todos os eleitores, não tenhamos a mais pequena dúvida. Se PS, PSD e CDS firmaram, com tinta, o documento, no último acto eleitoral o Povo de Portugal rubricou esse mesmo tratado, não com tinta, mas com o seu sangue. Os Partidos que escolheram a errada estratégia de se porem de parte na negociação com o triunvirato foram, sem o esperar, postos de parte nos votos dos eleitores.
Sim temos os votos no PCP, mas esses sempre os mesmos. (Não critico, notem bem, apenas o constato.)

Por tudo o que expusemos até ao momento a conclusão a retirar é por demais evidente:
A margem de manobra deste Governo é total. Não tenho medo de o afirmar. Reitero-o, pois!
Estamos, enquanto nação, dispostos a sangrar por este país.
Não haverá tumultos, a não ser os politicamente organizados.
Não haverá pilhagens e anarquia. Portugal está encornado em seguir o rumo que a maioria diz ser o único.

Até ao último limite.
A crença.
Quando e se os portugueses entenderem que tanto sacrifício não serve para resolver o problema, meus amigos, a reação será explosiva e incontrolável. Não haverá cacete capaz de segurar um luso enrabado e sem esperança.
Como diria o Bush (pai ou filho, é indiferente):
Make no mistake.

Governantes do nosso país, por favor, para o vosso e nosso bem,
não nos enganem. Se não nunca mais nos controlam.
Garanto-vos.

Cumprimentos.


De RPR a 15 de Outubro de 2011 às 15:06
Rabos, testículos... Só lhe faltou mesmo descrever o coito.


De Exilado no Mundo a 15 de Outubro de 2011 às 01:20
"E mais importante, que há legitimidade e justiça nos cortes anunciados: são cortes que afectam mais quem mais tem, de uma forma geral."

Essa é boa!

Não, meu caro, são cortes feitos de forma cobarde sobre quem já tem vindo a pagar e mais continuará a pagar a crise: os funcionários públicos!

O que os outros pagam são amendoins...


De PR a 15 de Outubro de 2011 às 12:25
Quem acha que beneficiou da subida do défice?


De RPR a 15 de Outubro de 2011 às 15:09
Gostaria que concretizasse o que aqui diz.


De Exilado no mundo a 16 de Outubro de 2011 às 12:21
10% do salário em 2011, 2012 e 2013,, 50% do subsidio de Natal em 2011, subsidio de ferias e Natal em 2012 e 2013.


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