Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
Rui Passos Rocha

A Priscila Rêgo escreveu sobre o quão importante é para os governantes de países ultra-endividados sinalizarem aos seus credores que que farão "o que for preciso" (nas palavras de Passos Coelho) para atingir índices macroeconómicos decentes. O reverso da moeda é que, ao dizer coisas como essa e tomar sucessivas medidas contraccionistas sem que haja sinais de recuperação económica, arriscam-se a sofrer consequências que não previram: desde uma queda maior do que a esperada do investimento privado até uma corrida aos bancos, para recolher os depósitos enquanto há tempo. Daí ao colapso é um passo.


3 comentários:
De PR a 17 de Fevereiro de 2012 às 01:50
Acho que há alguma confusão em torno do que é endógeno e exógeno nesta questão.

Tomar medidas contraccionistas não é uma opção. É uma necessidade (quase "contabilística") a partir do momento em que só há dinheiro para financiar um valor fixo de défice.

Portanto, consolidar mais ou menos, neste contexto, é uma falsa questão. Teremos de consolidar tanto quanto nos for exigido. E, se não o conseguirmos fazer, teremos de pedir mais dinheiro antes que aquele que temos se acabe.

Mais razoável é perguntar: qual a melhor estratégia para obter, junto dos financiadores oficiais, mais tempo [o que significa mais dinheiro] para pôr as contas em ordem? A proposta do PS é que se devia mendigar a esmolinha e ameaçar com o "não pagamos"; o meu post serviu precisamente para mostrar por que é que essa opção é estrategicamente suicida. Quanto muito, talvez seja eleitoralmente apetecível.

PS- Não há motivo maior para uma corrida aos bancos do que uma saída da zona euro. Tudo o que torne este cenário mais provável é um incentivo, e não um entrave, a corridas do género.


De Pedro a 17 de Fevereiro de 2012 às 12:05
Medidas diferentes serão uma impossibilidade contabilística. Mas não é por acaso que o governo de uim país não é um escritório de contabilidade, mas sim um grupo de políticos eleitos (ou não eleitos) que, por definição, fazem politica. Governo português, parceiros comunitários, comunidade europeia, podem sempre tomar outras opções. Se diz que “temos de consolidar tanto quanto nos for exigido”, porque não perguntar se as exigências são razoáveis? Um escritório de contabilidade pode aconselhar um particular a abandonar uma casa por falta de pagamento do crédito, mas não se pode obrigar um povo a procurar ao lado um país com renda mais barata. Há ainda quem não tenha entendido esta coisa simples. É a teoria da economia doméstica da Manuela Ferreira Leite.


De chat a 14 de Julho de 2014 às 17:03

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