Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
Priscila Rêgo

Via Miguel Madeira, encontrei o melhor post que já li acerca do impasse grego. O post clarifica na perfeição, através de um jogo de escolha múltipla, aquilo que tentei defender na série Compreender a Alemanha: no ponto em que as coisas estão, pura e simplesmente já não há boas soluções para a Grécia. A gama de escolhas tem-de vindo a estreitar e, neste momento, todas as opções conduzem a becos sem saída, colapsos económicos ou situações insustentáveis para os contribuintes alemães. Cito apenas uma parte.

 

[...] It seems to me that left and right are united in the view that the Greek default is being handled appallingly, that the current attempts at a solution are childishly obviously wrong and that everything is the fault of someone, probably the Germans. My own view – that it is not at all clear what the direction of policy is, and that although I don’t agree with the troika plan, it’s recognizable as a good-faith plan made by conscientious international civil servants working under unimaginably difficult political constraints in an economic context that was irreparably broken before they got there – is, as always, unpopular [...] I don’t have a solution myself – the more I end up discussing this with people, the more I am reminded of the London Business School proverb taught on some of the gnarlier case studies, which is “Not All Business Problems Have Solutions”. 

 

E um pequeno comentário de Paul Krugman, que também retrata bem a questão:

 

It’s not too hard to see what Europe as a whole should be doing: less demands for austerity, much more general reflation [...] It’s much harder, however, to say what the leaders of such peripheral economies should do. Unilateral default won’t solve the competitiveness problem, and at least for now would actually worsen the fiscal squeeze, since they’re all still running primary deficits. (That may change in a year or so). Euro exit would allow a quick devaluation, solving the competitiveness problem — but it would be hugely disruptive and would generate vast ill-will, so it’s hard to see any government taking that step until there really are no alternatives (which may soon be true for Greece, but not the others). So there’s a kind of trap. If you imagine yourself as the Prime Minister of such a country, what can you do? For the most part, I’m afraid, you plead with the troika to make the austerity demands less severe, you do what you can to accelerate improving competitiveness (which isn’t much), and you wait for things either to get gradually better via “internal devaluation” or to get worse and provide the economic and political environment in which euro exit becomes a real possibility.


Arquivado em: , , ,
6 comentários:
De Euro exit allow a quick devaluation a 24 de Fevereiro de 2012 às 16:40
Então não....foi a solução italiana durante 50 anos

e a portuguesa de 1974 a 1998.....deu cá um resultadão em competitividade

se soares desvalorizava 50% o bantustão desvalorizava 80%

é ópimo para o investimento nacional ir à vida, tirando uma economia de açambarcamento

e de banheiras cheias de gasolina ao estylo de 77

pergunta lá ao krugman como é que compramos lubrificantes lã algodão couro espanhol...taninos espanhois curtumes eurrupeus metais...etc

com uma moeda a desvalorizar-se constantemente para ser competitiva?

só se começarmos a plantar algodão no além teju

ma nã chove né...

e se vamos para os super-condutores ou nanotecnologia de ponta

como é que compramos terras raras...ou mesmo minerais em bruto com escudos?

é que os chineses ou exploram as minas ou compraram participações nos minerales estratégicos



De resumindo pá...o problema a 24 de Fevereiro de 2012 às 16:53
do Kugel krugmano....é o do Álvaro e o do esqueci-me das finanças..Gaspar são teóricos puros sem nenhuma ligação à aplicação da dita receita a nível de empresas que necessitam de importar as matérias primas
e cuja margem de lucro é vestigial...

percebide?
nã?
bai tirar um curso de 2 semanas em Évora e ódespois com um mestrado em estratégias krugmanísticas pra fazê o reviralho...curioso é que há 4 anos os professores-doutores que diziam que o krug e seu booki eram fraquinhos

gastam agora quase 100 mil euros em cópias para abastecer a bibliotecaria nazionale
Microeconomics, Second Edition by Paul Krugman and Robin Wells...

departamentos que gastaram 1000 e 1500 euros em cópias
quando qualquer palerma pode obter pdf's piratas
P/MC = PED/(1 + PED)......PED PED...


De manuel.m a 24 de Fevereiro de 2012 às 23:38
28 de Junho de 1919

Nesse dia na Sala dos Espelhos do Palácio de Versailles foi assinado um Tratado entre as potencias aliadas ,vitoriosas na guerra , e a Alemanha .
Hoje que se discutem os termos do empréstimo à Grécia , a sua legitimidade , justiça e ultimamente a viabilidade do seu cumprimento pelo Estado Grego ,é interessante lembrar esse dia tão distante e quais foram as suas consequencias.
Nos termos desse Tratado , a Alemanha ficava obrigada a ceder partes importantes do seu território , limitar o tamanho das suas forças armadas , pagar avultadissimas compensações aos vencedores e reconhecer no famoso artigo 231,a sua responsabilidade moral pelo inicio das hostilidades . Esta ultima cedencia foi particularmente dificil de aceitar pelo Povo Alemão (ficou conhecida como a "Dolchstosslegende" - a lenda da facada-nas-costas ) e os Partidos Democráticos que detinham o poder na recém formada Republica de Weimar e que tinham asssinado o Tratado passaram a ser tomados como traidores ( Os "Criminosos de Novembro" ) .
Mas voltando atrás , ao pagamento das indemnizações de guerra ,estas eram de , (valores de 2012 ) , US $ 442 biliões ou UK £ 284 biliões ,e rapidamente se tornou evidente que não era à Alemanha possivel cumprir com os prazos e condições para o seu pagamento . Isso levou a que a França como retaliação em 1923 invadisse e ocupasse a região do Ruhr ,onde se concentrava a industria pesada , o que ainda piorou as pequenas hipoteses que restavam à Alemanha de cumprir os acordos e levou directamente a uma espiral hiper-inflacionária ainda hoje bem viva na memória colectiva do Povo Alemão e à queda da Républica de Weimar e à tomada do poder pelos nazis.
Mas o que isto tem a ver com a Grécia ,perguntarão ?
Tem e muito ,porque não sendo certamente responsaveis por uma guerra ,os Gregos são vistos pela opinião pública europeia como sendo aldrabões ,vigaristas , que viveram à tripa-forra na ultima decada e que agora vão ter de pagar o preço.
Tal como os Governos aliados em 1919 ,os Governos Europeus que pagam (leia-se a Alemanha e poucos mais)não ousam enfrentar essa mesma opinião publica e simplesmente perdoar .
Quanto aos Gregos já se percebeu que não vão poder pagar nunca , e que nas próximas eleições de Abril os Partidos que assinaram o Acordo com a Troica serão execrados pelo Povo como traidores e o que virá será muito pouco democrático.
Infeliz e trágicamente esse resultado não se vai dever somente à falta de generosidade teutónica com a Grécia ,pois se porventura existisse , como nega-la depois a Portugal ,à Irlanda ,à Espanha e à Itália ?
Não há muito tempo ,Howard Jacobson publicou um livro com crónicas suas sob o bem humorado titulo :"The future ,whatever it is I dont like it " Acabo fazendo minhas essas suas palavras.
manuel.m



De pois seu manel foi essa guerra comercial a 25 de Fevereiro de 2012 às 22:26
perdida pelos alemães que endividou a alemanha e a levou à hiper-inflação para servir a dívida

e foi esse o fim do marco como moeda credível e internacional (que só recuperou nos anos 50...

ó sua priscilla tirou daqui a publicidade à 2ª edição do krug....sinceramente isso é sacrilégio
já nã basta o krippahl a atacar o direito do autor do krug

e ele ser pago em papel higiénico com a cara do Franklin


ao pagamento das indemnizações de guerra ,estas eram de , (valores de 2012 ) , US $ 442 biliões ou UK £ 284 biliões ah dava em valores de 2012....

qual é o factor?

olha nem os prédios de 1919 têm um índice de actualização (cavaquista) das rendas tão favorável

e isso é na década de 80...


De mas gostei da análise de hoy ó krippahli a 25 de Fevereiro de 2012 às 22:30
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De chat a 14 de Julho de 2014 às 17:02

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