Terça-feira, 27 de Março de 2012
Vasco M. Barreto

Given the weaker barriers to ending same-sex relationships, we might anticipate that there would be fewer long-term relationships among lesbians and gay men compared with heterosexuals. Unfortunately, we currently know little about the longevity of same-sex relationships. No information comparable to divorce statistics for heterosexual marriages is available. Several studies have documented the existence of very-long-lasting gay and lesbian relationships (e.g., Johnson 1990, McWhirter & Mattison 1984). Longitudinal studies provide further clues about relationship stability. In a five-year prospective study, Kurdek (1998) reported a breakup rate of 7% for married heterosexual couples, 14% for cohabiting gay male couples, and 16% for cohabiting lesbian couples. Controlling for demographic variables, cohabiting gay and lesbian couples were significantly more likely than were married heterosexuals to break up...  Annual Review of Psychology (2007) Vol. 58: 405-424

 

Nas suas crónicas "A Adição Gay" (I e II) e na discussão que tem prosseguido com a Ana (Matos Pires), Pedro Picoito foi acusado de usar referências bibliográficas antigas. Esta é a mais actual, entre as robustas, que consegui encontrar. Curiosamente, apesar das diferenças de grau, a conclusão vai no mesmo sentido das conclusões dos artigos que o Pedro cita. Admitindo que há agora consenso sobre este detalhe, só precisam de me convencer das virtudes da estabilidade do casal a qualquer preço para a vida dos filhos. Podem usar referências bibliográficas de qualquer ano e também os conselhos do pároco da vossa comunidade, que devem vir assinalados com a expressão "personal communication" entre parêntesis.


7 comentários:
De Ana Matos Pires a 27 de Março de 2012 às 20:23
Não li o artigo, Vasco, mas há um erro metodológico logo à partida, como percebes:


De se os longitudinal studies dizem isso a 27 de Março de 2012 às 21:37
os estudos tangenciais dizem o quê?

isso era no tempo em que os estudos falavam?

os estudos dão de comer...mas são comestíveis?

se quiserem eu faço um estudo longitudinal numa lasanha
e faço baratinho....

também faço estudos longitudinais em sandes de presunto..

e o estudo é de 2007 porque a crise impediu mais estudos?

quanto é que custa agora publicar numa revista?

houve universidades e faculdAdes que gastaram balúrdios para estudos (longitudinais e afins mal amanhados serem pubicados....

até yo apareço nos et all.....we might anticipate

um estudo por prognóstico...tamém temos disto

78% do quê...1000 10.000 30?


De casais heterosexuais com relações homo? a 27 de Março de 2012 às 21:40
é que a maioria dos castelos brancos é casado com membros do outro sexo....

7% 14% 16%

7% da maioria

14% de quantos...é um bom estudo digno do professor doutor Crespo ou do Reytor Araújo...ou..


De Vasco M. Barreto a 28 de Março de 2012 às 01:53
Li na diagonal e o que pretendia frisar não implica que a referência seja boa, mas não percebi a que erro te referes. Enfim, é irrelevante. Toda esta conversa sobre as referências científicas recentes e antigas parece legitimar que se generalize para um casal a característica média da população a que pertence, o que não faz sentido em termos práticos (tal como não faz sentido aborrecer nos aeroportos sobretudo os indivíduos com ar de Osama Bin Laden) e é uma óbvia violação dos direitos individuais. Para mais, no caso de um processo de adopção, em que o casal é escrutinado ao ínfimo pormenor, saber se pertence a um grupo em que a percentagem de divórcio é ligeiramente superior a outro grupo deve pesar muito pouco, a pesar alguma coisa. Por isso, é bom que a legitimação científica tenha os seus limites. Mas os limites não ficam garantidos por se lançar suspeita sobre todo e qualquer estudo que nos desagrade; os limites são respeitados se tivermos a capacidade de extrair conclusões que essencialmente libertem os indivíduos de preconceitos infundados (como reduzir a homossexualidade a uma parafilia, afirmar que casais de homossexuais são incubadoras de futuros homossexuais, que as crianças educadas por homossexuais são diferentes das outras, etc.). Dito isto, sobram os problemas irredutíveis do "direito" à figura paterna e materna e do "direito" a conhecer a identidade dos progenitores biológicos. São problemas que definem um outro tipo de limite, porque neste caso não se trata de afinar uma interpretação, estamos mesmo perante questões que a ciência nunca poderá apagar - em último caso, sobraria o direito a esses "caprichos" - e que admitem uma solução essencialmente prática: num Estado de Direito, é impossível contrariar quem decidiu fazer uma criança que não conhecerá um ou ambos os progenitores biológicos - e não impor essa proibição (admitindo que seria fisicamente possível) é um mal menor.


De Ana Matos Pires a 28 de Março de 2012 às 02:45
Como a Patrícia já te disse, não faz sentido q o estado civil dos grupos q constituem as amostras seja diferente.

Estás a baralhar muitas coisas neste comentário, nomeadamente adopção com inseminação artificial e maternidade de substituição, mas concordo contigo em muitos pontos. Deixa-me só recordar-te que a pseudo.cientificidade veio do Pedro Picoito, a única coisa que pedi foi para me mostrarem estudos do lado das crianças, é o desenvolvimento saudável e harmonioso que me parece o ponto a discutir.
Vou dormir, beijos


De ana martins a 30 de Abril de 2012 às 14:31
"Adult romantic relationships as contexts of human development: A multimethod comparison of same-sex couples with opposite-sex dating, engaged, and married dyads."

"...Results indicated that individuals in committed same-sex relationships were generally not distinguishable from their committed heterosexual counterparts, with one exception--lesbians were especially effective at working together harmoniously in laboratory observations. "

Há pdf para quem quiser.


De chat a 14 de Julho de 2014 às 16:36

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