Sexta-feira, 23 de Abril de 2010
Tiago Moreira Ramalho

Só faz sentido um dia mundial para o livro se se criarem celebrações análogas, como o dia do talher, o dia da cama, o dia do copo e o dia do prato. Objectos que nos permitem satisfazer necessidades básicas têm de ser todos tratados de modo igual.


41 comentários:
De ando pouco católico a 23 de Abril de 2010 às 15:39
"Objectos que nos permitem satisfazer necessidades básicas".

O dia do papel higiénico.


De A. F. F a 23 de Abril de 2010 às 19:21
Meu caro,

A idéia do "dia mundial de X" é chamar atenção para uma causa X ou sensibilizar para X. Pelo menos assim o era, nos tempos em que indagava sobre o real sentido do dia da mãe. Para

X=livro,

a mesma coisa, uma vez que, como sabe, nem toda a gente tem acesso a essa "necessidade básica", seja por falta de formação, seja pelo preço excessivo desse bem.

Já agora, proponho o dia mundial do bom-senso, faculdade que segundo Voltaire é a mais bem distribuída do mundo já que todos a pensam ter em boa dose (e ele não conhecia a blogosfera).

Cump.,
A. F. F.


De JVA a 23 de Abril de 2010 às 21:08
Daqui se depreende que, se Voltaire não conhecia a blogosfera, a blogosfera também não conhece Voltaire - e, muito menos, Descartes.


De A. F. F a 23 de Abril de 2010 às 21:35
JVA,
É quase caso para dizer que a blogosfera pensa, mas não Existe. Não fosse o mundo transcendente, afinal apenas uma invenção de seres materiais, até seria esta uma frase semi-lógica.

Cumprimentos.


De JVA a 23 de Abril de 2010 às 22:31
Humm, é possível que o sentido da minha alusão irónica a Voltaire e Descartes se tenha extraviado algures no "éter" blogosférico.


De JVA a 23 de Abril de 2010 às 22:36
Isto é, não estou certo de ter sido bem "interpretada".


De A. F. F a 24 de Abril de 2010 às 00:12
A alusão irónica foi clara, pese embora o "éter" virtual tenda a mascarar o "tom" das frases. Neste caso, parece que a ironia se perdeu no éter em ambos os sentidos.


De JVA a 24 de Abril de 2010 às 02:42
Bem, eu só estava a alertar para a circunstância de o aforismo atribuído a Voltaire ser, na verdade, da autoria de Descartes: é, aliás, a frase que inaugura o "Discurso do método". Mas também não tem importância; eu só pretendia chamar a atenção para a argolada de forma subtil, sem me pôr em bicos dos pés a alardear grande "erudição", ou coisa parecida. Se a "mensagem" não passou, a culpa será, decerto, do mensageiro.


De A. F. F a 24 de Abril de 2010 às 12:01
Meu caro,

Esta é a última resposta neste post: não há qualquer argolada sem ser na sua imaginação ou ego.

A minha resposta a TMR não fazia referência a cogito ergo sum, algum. Claro que tem razão que esse é da autoria de Descartes. Contudo, na resposta a TMR cito uma frase de abertura dos Deuses e os Homens (de Voltaire) que não me saiu da cabeça, embora sendo eu um adolescente na altura.

Quanto à minha erudição, agradeço a preocupação, mas avaliações, deixo-as ao cuidado dos meus pares.


De JVA a 24 de Abril de 2010 às 15:02
Caro AFF,

Não pretendo prolongar isto interminavelmente, mas parece que os equívocos persistem. Quando aludi à "erudição", não me referia a si, apenas sublinhei que não pretendia puxar dos galões a alardear grandes conhecimentos em filosofia; quando aludi a Descartes, não me referia ao "cogito, ergo sum" que V. invocou, mas à frase que atribuiu a Voltaire e que, na verdade, foi cunhada por Descartes. Aliás, se reparar na sequência dos comentários constatará que só citou o "cogito, ergo sum" na réplica ao meu primeiro comentário - logo, eu não poderia tê-lo em mente quando o publiquei.

O trecho que, desde o início, contestei foi este: "proponho o dia mundial do bom-senso, faculdade que segundo Voltaire é a mais bem distribuída do mundo já que todos a pensam ter em boa dose".

Não me recordo se Voltaire citou ou não Descartes em algum dos seus livros; o que importa é que esse é um aforismo da autoria de Descartes, que viveu uns bons anos antes de Voltaire (o "Discurso..." foi publicado em 1637, várias décadas antes do nascimento de Voltaire). Cito:

"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: porque cada um pensa estar dele tão bem provido que mesmo os mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa não costumam desejar mais do que têm".

- Descartes, "Discurso do método" (trad. de João Gama, edições 70, p. 53)

Pode confirmar por si mesmo, se tiver a bondade de consultar o livrinho. Isto, e só isto, me interessou contestar desde o início. Quanto aos labéus acerca do meu "ego" e da minha "imaginação", e quanto a essa tentativa de desqualificar o que eu escrevi contrapondo a sua maturidade à minha juventude, vou abster-me de comentários e de contribuir para esse peditório - apesar dos equívocos, não teci considerandos sobre si e, francamente, não me interessa andar aqui a discutir o carácter ou a vida das pessoas.

Eu fiz um reparo a uma tresleitura sua; e só isso me interessou. Se quiser refutar o que aleguei, terei todo o prazer em responder; se for para espreitar pela fechadura, a ver quem se esconde do outro, acho que há coisas mais úteis em que desperdiçar o tempo.


De JVA a 24 de Abril de 2010 às 15:04
* do outro lado


De A. F. F a 24 de Abril de 2010 às 15:34
Caro JVA,

É inútil o seu jogo de palavras e os seus bondosos reparos, neste contexto (em geral, serão bem-vindos). Vim cá comentar um post menos feliz de PMR, cujos posts geralmente são bons (caso contrário nem de daria ao trabalho de comentar) e por isso restringo-me à sua leitura, normalmente.

Vexa. caso estivesse interessado em contribuir para a minha incompleta observação a PMR, podia tê-lo feito e eu teria muito gosto em lê-lo. Contudo preferiu mostrar o seu conhecimento livresco, sendo que à minha ironia, montada em cima duma frase de Voltaire, vem acrescentar que Descartes foi o autor original de tal "pensamento".

Ora nada tenho contra a sua juventude. Parafraseando Wilde, já que parece gostar do exercício da citação, só os jovens são os verdadeiros sábios! Eu também sou jovem, muito jovem aliás, e não acho que a maturidade seja um processo acabado.

Também li o Discurso do Método e, embora não seja douto em Filosofia, sempre tive um carinho especial por essa área. Fiz essa leitura aos 15 anos sensivelmente e não só não pude certamente entender todas as suas subtilezas, como a minha fraca memória textual não me permite recordar essa frase original de Descartes. Tenho aqui o livro na estante, mas é escusado dar-lhe uma vista de olhos, acredito na sua citação.

Admiro, com efeito, a memória de Vexa que parece conseguir recordar o menos relevante dos livros também; faculdade notável essa. A única coisa que retenho desse livro é a derivação do cogito ergo sum que já na altura me pareceu totalmente falaciosa. Hoje certamente me divertiria, como me diverte as "derivações" de Santo Anselmo.

Como poderá concluir, com pouco esforço, não é muito relevante quem escreveu originalmente uma dada frase, mas antes quem construiu uma filosofia, por exemplo. Não basta acordar e ter um belo pensamento em forma duma frase bonita, pois certamente não foi "original". Nada é nunca verdadeiramente original, até, possivelmente - este sim, pensamento meritório para um debate na blogosfera. Não tenho tempo para me dedicar a tal exposição, mas se quiser dar o contributo terei todo gosto em segui-lo.

Cumprimentos.



De JVA a 24 de Abril de 2010 às 20:01
AFF,

Ignorando novamente o que, para o caso, pouco importa, volto a sublinhar que não tenho qualquer predilecção ou fétiche pelo abuso da citação, nem por ostentar o dúbio "conhecimento livresco" que me imputa - afinal, não fui eu que, em dois posts seguidos, citei Voltaire, Edgar Allan Poe, Santo Anselmo e Oscar Wilde nas caixas-de-comentários. Simplesmente, quando julgo oportuno fazê-las, procuro acompanhá-las das cautelas e do rigor necessários para que não as deturpe. Acontece que essa asserção acerca do “bom senso” é o pontapé-de-saída para todo o “Discurso...” cartesiano; e não acho muito provável que, como alega, Voltaire se tenha apropriado dela – ainda por cima, sem frisar que se tratava de uma citação.

E isto não são meros “jogos de palavras”, como alega. Se “nada é verdadeiramente original” (e não é), não é menos verdade que a genealogia e as fontes têm alguma importância; e que um aforismo não se resume a uma mera “frase bonita”, que se inventa uma bela manhã a cantarolar no chuveiro - basta pensar no que o AFF e a “plateia” diriam se eu irrompesse aqui nas caixas-de-comentários, com grande folclore e espalhafato, a proclamar-me autor de uma frase que, depois, se verificasse ter centenas e centenas de anos e estar tão badalada quanto os sinos da Sé de Braga.

Nada disto é extraordinariamente importante. Eu limitei-me a fazer um reparo, a que se seguiram outros em jeito de esclarecimento do que inicialmente afirmara. Se V. os aceita ou não, é um assunto que já escapa ao meu “pelouro”. E, isto dito, não tenciono voltar à carga, porque o assunto está esgotado e porque, ao contrário do que se diz, nem sempre da discussão nasce a luz – um aforismo que inventei agora mesmo, extraído das minhas fumegantes meninges, cuja autoria assumirei sem rebuço e cujas semelhanças com certo adágio ousarei negar prontamente, se alguém me fizer esse reparo. Acima de tudo, não quero passar por um pedante que - veja-se a infâmia - exibe impunemente um duvidoso “conhecimento livresco”.

E agora – oh, pedantismo! - vou escapulir-me para uma futebolada entre amigos, fornecendo outra prova irrefutável da minha apetência por actividades elitistas e “livrescas”.

Cumprimentos,


De A. F. F a 24 de Abril de 2010 às 22:26
JVA,

Meu caro, não me interessa, e imagino que nem aos leitores deste blogue, as suas actividades lúdicas. Você fez um comentário irónico sobre uma ironia minha.

Lamento concluir [baseado na sua observação] que não tenha percebido o Discurso do Método, texto que inaugura de forma mais matemática a sistematização da dúvida como método. E, ao contrário do que julga, a filosofia (e outras áreas) estão cheias de discursos enublados e bonitos que nada dizem, um pouco como o seu enfadado e esforçado discurso.

Deixo-o com uma belíssima história que Richard Feynman contava muitas vezes, para que assim possam os leitores desta caixa de comentário (que duvido ainda se interessarem) e Vexa terem tomado conhecimento de algo novo.

Contava Feynman que o seu pai tinha-lhe dito em criança que se ele soubesse todos os nomes dos pássaros existentes no mundo, nada saberia de fundamental acerca dos pássaros, mas que ao contrário se ele olhasse com atenção ao que os pássaros faziam, poderia aprender o que é um pássaro. Esta história impressionou muito o jovem Feynman de então que demonstrara o seu génio ao alcançar logo a essência da história do pai.

Foi isso em que falhou JVA; deveria ter lido o meu post (olhar o pássaro) e ter contribuido com uma crítica, o mero jogo da ironia sobre ironia é bem demonstrativo das intenções. O jogo de dizer que autor original da frase é um pouco como dizer que o pássaro afinal chamava-se Descartes.


De JVA a 25 de Abril de 2010 às 00:02
AFF,

Não vale a pena. Isto parece uma conversa de surdos. Eu cito-lhe trechos; V. tergiversa. Eu refuto a citação, apresentando e transcrevendo a fonte; V. conclui que eu não percebi nada do que li, sem apontar um único reparo ou argumento - e momentos depois de confessar a sua "fraca memória textual", que o impede de recordar com nitidez o texto que leu, e de ter debitado os estribilhos que sobre Descartes se escrevem. Eu duvido que Voltaire tenha proferido (ou escrito) uma tal frase, sobretudo sem indicar que se tratava de uma citação tão badalada e célebre quanto esta; V. tem preguiça de ir à estante procurá-la e proclama que os aforismos são meramente "frases bonitas", cuja autoria não importa. Eu replico ao que V. escreve; V. conta a história do Feynman e do pai do Feynman, depois de me acusar de "namedropping", de "actividades lúdicas" e ignomínias tais. Eu faço menção de me retirar; V. reincide, volta à carga dizendo que "eu falhei" (vá lá saber-se o quê) e que não "olhei o pássaro" convenientemente.

A sério, digo isto sem qualquer má-fé, ou rancor: não creio que valha a pena. Não percebo onde quer chegar, nem o motivo por que continua a ripostar, se nem paciência teve para ir buscar o tal livrito onde diz que leu a frase. Como disse, se é para espreitar pela fechadura, não dou. Eu limitei-me a fazer um reparo a uma citação sua, sem imaginar que desse tanto brado e parlapatice; V. coleccionou citações, ziguezagueou, proclamou a minha ignorância e reprovou o "conhecimento livresco", um presuntivo "ego" insuflado e umas - decerto ignóbeis - "actividades lúdicas". Em suma, uma conversa de surdos, em que já não sei se V. fala em alhos ou bugalhos, se responde ao que eu escrevo ou se debita histórias do Feynman, enquanto declara que eu não compreendi a tal "sistematização da dúvida como método, de uma forma mais matemática" - quando eu nem sequer me aventurei a discutir a obra, mas tão-só a contestar a sua citação. A sério: é inútil. E não me venha dizer que eu deveria ter contribuído com "uma crítica" ao seu comentário ou com uma achega ao post do TMR - porque o primeiro não era suficientemente interessante para merecer críticas e o segundo foi uma piada em jeito de desabafo, disparada à queima-roupa, que também não me merece comentários. Já a sua citação mal amanhada mereceu-mos, porque nem mesmo um meio de puro divertimento, como a blogosfera, deve conter dislates e erros.

Mas, por mim, terminei. O melhor, mesmo, é findarmos este arremedo de "polémica", até porque V. começa a urdir planos tenebrosos para me enfiar histórias pela goela abaixo e para fazer com que eu e os hipotéticos leitores desta caixa "tomemos conhecimento de algo novo". Pode crer que, com um precedente tão pouco auspicioso (e, para mais, entediante), não me darei ao trabalho de retorquir a nenhuma das citações em que é pródigo. Coma lá as suas tostas em sossego - não serei eu a importuná-lo. Palavra de honra, homem.

Devolvo, penhoradíssimo, os "cumprimentos" (da minha parte, definitivos),


De A. F. F a 25 de Abril de 2010 às 00:36
Você parece-me ser educado e simpático, por isso não voltarei a chamar a atenção para o seu erro, pois as suas longas respostas mostram que está incomodado com a minha observação e não a voltarei a proferir. Não quero ferir egos.

Cumprimentos.


De JVA a 25 de Abril de 2010 às 01:20
Uma última tentativa, curta e grossa: mas qual erro, santo Deus, Virgem Santíssima, justos Céus?! Eu até agora só vi (li) "poesia" atamancada e nem vestígios do tal trecho de Voltaire em que insiste - e que nem sequer era o mote desta bambochata toda. E não se preocupe em "ferir egos": só me alonguei no último comentário; e foi porque V. se equivocou em todos os outros (mais curtos) e porque, valha a verdade, não tenho dificuldade em escrever rapidamente. Ignoro se V. carece de Word, corrector ortográfico e copy/paste para fazer aqui uns comentários; mas eu prescindo deles de bom grado e não tenho problemas em despejar aqui uns rabiscos à queima-roupa e com celeridade.

Quanto às insinuações sobre o meu "ego", pura e simplesmente, continuarão a não levar troco, apesar da sua doentia obsessão por ele - que talvez revele alguma coisa sobre o seu, mas que, ao contrário de si, não tenho interesse nem vontade de conhecer. Se era para tartamudear estas tretas, mais valia ter-se retirado quando avisou que era "o seu último comentário neste post". Quanto a mim - juro "pelas barbas do Profeta" -, faço tenções de me retirar em definitivo depois deste comentário; e só ripostei a este último gorjeio para que não passasse em claro essa trafulhice de insinuar erros meus sem os indicar, com o tom paternalista da praxe. Na volta, foi o Feynman que lho ensinou.


De Anónimo a 25 de Abril de 2010 às 11:38
Meu caro,

Não quero vê-lo bradar aos céus, Jesus Senhor Santíssimo! Façamos as pazes.

Dispara rápido mas pouco acertadamente, meu caro. Não tem mal. Peço desculpa se o ofendi por julgar tão acertadamente a origem psicológica dum comentário irónico e lacónico que na altura de nada serviu para iluminar a discussão.

No fim, tem toda a razão; Feynman ensinou-me muito, um dos grandes génios do século passado. O que já leu dele?

Não guardo ressentimentos. Numa próxima, será como uma Virgem para mim.

Cumprimentos.

PS. O facto de ter dito que eu havia citado Poe foi o pormenor que me incentivou a dar-lhe corda. Deixe lá, ao menos tem o bom gosto de perscrutar as caixas de comentários dum excelente blogue. E o bom gosto é sempre algo positivo a assinalar! PS2. Que disparate foi esse do Word, meu Bom Homem, eu uso Lyx cujo corrector em português é uma merda, mas eu não escrevo em português (só aqui).


De A. F. F a 25 de Abril de 2010 às 11:39
O comentário anterior foi da minha autoria.


De Anónimo a 25 de Abril de 2010 às 17:38
Ouça, se quer persistir no erro, lavo daqui as minhas mãos – longe de mim dissuadi-lo. A sua relutância em transcrever o tal trecho de Voltaire é a melhor confissão de que não sabe do que fala, nem sequer onde procurá-lo; e eu não tenho pachorra para aturar fraudes do seu calibre, que coleccionam citações mal amanhadas sem as compreender e se esquivam a aduzir um argumento que seja, com nexo e pertinência. Quanto à indigência do seu português - que não destoa da sua capacidade argumentativa -, não precisava de confessá-la: foi manifesta e evidente, o que nem espanta num sujeito que reprova essa atroz ignomínia que é o “conhecimento livresco” - embora troveje citações ao mínimo pretexto, a propósito e despropósito.

Já as alusões reiteradas aos “egos” e “incómodos” alheios, essas, revelam mais a sua insegurança do que a dos outros; e sugiro-lhe que as reserve para quem quiser aturá-lo, já que não tenho paciência para essas bisbilhotices de porteira que tanto o deliciam. Não vou dar-me ao trabalho de explicar o que são falácias “ad hominem” a uma tão rudimentar cabecinha – ainda que elas venham sempre polvilhadas de “meu caro”, de “cumprimentos” hipócritas e de uma ridícula condescendência. Quando V. ganhar coragem para discutir um assunto sem tergiversar, talvez me apeteça dar-lhe cavaco. Até lá, votos de melhoras, que bem precisa; e de uma boa digestão das suas famigeradas “tostas”.

P.S.: escusava de sublinhar que o último comentário foi da sua autoria: não só porque o seu “estilo” (digamos) é inconfundível, mas também porque, segundo depreendi dos seus abstrusos “argumentos” (passe a hipérbole caridosa), a autoria de uma dada frase ou obra é coisa que não releva, e que só pode interessar pedantes com “conhecimento livresco” que não gostam que se deturpe impunemente.


De JVA a 25 de Abril de 2010 às 17:41
[não assinei o último comentário porque concluí que, para si, a autoria é coisa despicienda e com que não vale a pena perder tempo. Se quiser responder a isto com uma citação, força: eu prometo que vou escapulir-me para latitudes mais aprazíveis e que não me darei ao trabalho de provar que a sua citação é apócrifa.]


De A. F. F a 25 de Abril de 2010 às 19:17
Meu caro, nada tenho a provar a si, o meu trabalho fala por mim, nos 4 "cantos" do mundo. Lamento que tenha baixado a esse nível. Não o farei. Passe bem.


De JVA a 25 de Abril de 2010 às 21:28
O "nível" não é coisa que se proclame - exerce-se, demonstra-se. Pois bem, pedindo licença aos autores para um último comentário (já estou farto desta cegarrega inútil), vou limitar-me a transcrever alguns dos distintíssimos remoques e insinuações que V. aqui despejou, enquanto eu lhe respondia com uma paciência de Job e uma tolerância beneditina:

«Esta é a última resposta neste post: não há qualquer argolada sem ser na sua imaginação ou ego.»

«Lamento concluir [baseado na sua observação] que não tenha percebido o Discurso do Método, texto que inaugura de forma mais matemática a sistematização da dúvida como método. E, ao contrário do que julga, a filosofia (e outras áreas) estão cheias de discursos enublados e bonitos que nada dizem, um pouco como o seu enfadado e esforçado discurso.»

«Deixo-o com uma belíssima história que Richard Feynman contava muitas vezes, para que assim possam os leitores […] e Vexa terem tomado conhecimento de algo novo.»

«[...] não voltarei a chamar a atenção para o seu erro (*), pois as suas longas respostas mostram que está incomodado com a minha observação e não a voltarei a proferir. Não quero ferir egos.»

(*) jamais explicitado, acrescente-se

«Dispara rápido mas pouco acertadamente, meu caro. Não tem mal. Peço desculpa se o ofendi por julgar tão acertadamente a origem psicológica dum comentário irónico»

«Não guardo ressentimentos. Numa próxima, será como uma Virgem para mim.»

«O facto de ter dito que eu havia citado Poe foi o pormenor que me incentivou a dar-lhe corda. Deixe lá, ao menos tem o bom gosto de perscrutar as caixas de comentários dum excelente blogue. E o bom gosto é sempre algo positivo a assinalar!»

Pois bem, todo este tempo poderia ter sido poupado se se cingisse à questão em debate; e se, à minha transcrição do trecho que invoquei, tivesse aposto a sua, em vez de me acusar de não perceber nada do que lera e de sondar as minhas "origens psicológicas" (?), como meio de mascarar as suas debilidades. As falácias "ad hominem" não têm tanta piada quando somos os visados, não é?... Do Voltaire é que nem sombras, nem rasto, nem vestígios, nem nada. Talvez o tenha perdido num dos "quatro cantos" que tão bem conhece.


De A. F. F a 25 de Abril de 2010 às 23:03
JVA,

Você merece que me dê ao trabalho de ir à estante buscar esse belíssimo livro? O que fez foi inaceitável. O mais lamentável é que Vexa é suficientemente formado, para não ter de recorrer a demonstrações de sapiência com base exclusivamente na ironia que nada acrescenta ao tema em debate. Recordo a sua 1ª contribuição:

"Daqui se depreende que, se Voltaire não conhecia a blogosfera, a blogosfera também não conhece Voltaire - e, muito menos, Descartes."

Em primeiro lugar, estava à espera que entendesse o que queria dizer, caso não me recordasse da frase na abertura do Método? Segundo, como se atreve a achar que a blogosfera conhece Descartes ou não? Ou ainda mais grave, a achar que o seu interlocutor é ignorante? Acha que fui seu aluno ou seu professor? Parece-me que não, pois nesse caso saberia certamente de quem se tratava o seu interlocutor e teria mais respeito.

E desde quando é que debitar adjectivos, qual verborreia estéril, é uma manifestação de cultura ou inteligência? O "conhecimento livresco" meu caro JVA, caso não tenha entendido, refere-se ao tipo de conhecimento acumulado por parte de alguém que falhou o essencial, i.e. a compreensão dos raciocínios expostos ou derivados no que leu.

Não estou a querer dizer que é o seu caso, apesar de Vexa ter-me oferecido indícios nesse sentido, no que se refere a Descartes, por ter afirmado que o bom-senso era o pontapé-de-saída do Discurso. Tal possibilidade só como interlúdio, pois como lhe disse o livro é claramente sobre o método da dúvida. Mas se tal era um interlúdio, para quê a maçada? Para quê lembrar num blogue uma passagem irrelevante, sem ter acrescentado nada sobre o "dia mundial do livro", que era o enfoque do post (mais precisamente, os sentimentos do autor sobre tal dia).

A minha memória para texto filosófico poderá não ser tão pródiga como a de Vexa, mas tenho a capacidade de reter o essencial do que fui lendo. E a sua displicência inqualificável em classifica de indigente o português do seu interlocutor?

"Bem, eu só estava a alertar para a circunstância de o aforismo atribuído a Voltaire ser, na verdade, da autoria de Descartes: [...] Mas também não tem importância; eu só pretendia chamar a atenção para a argolada de forma subtil, sem me pôr em bicos dos pés a alardear grande "erudição", ou coisa parecida."

Se não tinha importância porque se deu ao trabalho de comentar? Não acha que isto é uma contradição? Ou será apenas infantilidade?

Tinha importância, sim, sabe? Caso Vexa tivesse feito o tal "reparo" de forma educada.

Com efeito, não obterá de mim qualquer citação de Voltaire ou de coisa alguma. Lembra-se o que fez à história de Feynman que lhe contei?

E sim, meu caro, passo muito tempo fora do País em certos períodos, a tentar contribuir para o avanço do conhecimento, o que, como pode imaginar, é um pouco mais exigente do que exalar palavras de forma minuciosa para uma tela digital. Sorver o conhecimento é uma tarefa árdua que exige leitura, reflexão e muito trabalho. Ter presente em mente frases "bonitas" e/ou escrever com muitos adjectivos é coisa que qualquer advogado é capaz. E digo-lhe, abertamente, que não tenho muita admiração por advogados. Em geral, não são propriamente poços de cultura ou inteligência.

E não ache que o meu objectivo ao comentar neste blogue é o de mostrar erudição, pois tal seria ridículo, dada a minha jovem idade e o facto da minha especialização ser muito distante de qualquer coisa passível de se trocar idéias com leigos na matéria, infelizmente. Seria muito fácil para mim deixar as pessoas impressionadas; esse é o precisamente, demasiado fácil para alguém que escolheu sempre os caminhos mais difíceis, os grandes desafios, como "método" de crescimento intelectual. O que é fácil não me move, JVA.

Quanto muito, ficarei satisfeito se tiver contribuido para que se reflicta sobre temas dum outro ângulo, como tive oportunidade de fazer com RPR num post mais antigo, por exemplo. Mais do que isso poderá exigir conhecimento que não tenho, ou, pior ainda, tempo que não estou disposto a gastar.


De A. F. F a 25 de Abril de 2010 às 23:15
Deve ler-se

"esse é o ponto precisamente" em vez de

"esse precisamente" e também

"em classificar" em vez de "em classifica".

Voltei a falhar no número de fazer várias coisas ao mesmo tempo, ao que parece ;) Faço questão de me corrigir não vá o JVA troçar de erros "elementares".


De A. F. F a 25 de Abril de 2010 às 23:37
PS. Quanto à sua frase de abertura no último comentário "o nível demonstra-se", não podia estar mais de acordo! Mas acha que um poeta, um matemático, um cientista, um produtor de Mais-Valia, Arte ou Conhecimento de qualquer espécie, irá demonstrar o seu nível num blogue??? Num blogue, meu caro?

Há um espaço próprio para isso: as revistas internacionais em cada uma das áreas artísticas e do conhecimento.

A blogosfera é um espaço de discussão, não um espaço para mostrarmos o nosso nível. Quem achar o contrário ou é doido varrido ou frustrado.

Não desconfia de alguém cujo "CV" (i.e. vida) se resume a um blogue bem escrito e cheio de citações de nomes famosos, como Rimbaud ou Poe, por exemplo? Não lhe parece um pouco como o político que é ministro e cujo CV duma vida anda em volta do aparelho partidário? Se não desconfia, deveria desconfiar, pois é também graças a esse tipo de incompetência, para a qual os portugueses são muito complacentes, que o País está neste estado miserável.

Eu desconfio dessas personagens. Da mesma forma que desconfio de pessoas que, como Vexa, espreitam as caixas de comentários de blogues para atacarem mal possam. Como diz a minha namorada, pessoa incomparavelmente mais culta nas humanísticas do que eu, tal poderá ser fruto dum ego mal tratado e/ou carente.

Se o que fez não é uma atitude típica sua, tem sempre a oportunidade de mostrar um pouco de humildade, pela primeira vez, e admitir que esteve menos feliz. Ficar-lhe-ia bem e não seria um sinal de fraqueza da sua parte, pelo contrário! Ganharia uns pontos da parte de alguém que no fundo já o conquistou, como a atenção exagerada que dá ao assunto o prova. Sinto-me deveras sensibilizado por ter cativado o espírito dum homem culto como JVA, sem qualquer tipo de prova dada, apenas pelo mero exercício do comentário incompleto. Se isto não é charme, o que será?


De JVA a 26 de Abril de 2010 às 12:17
Eu falo em alhos, V. responde com bugalhos; eu falo em cenouras, V. responde com nabiças. Não vou alimentar os seus jogos florais; mas não deixarei passar em claro os erros, baboseiras e artimanhas retóricas que embrulhou na empáfia costumeira. V. não retorquiu a um único argumento meu e entreteve-se a espalhar atoardas (falsas) sobre o que eu disse. De forma sucinta:

Em primeiro lugar, eu disse precisamente que o “bom-senso” (i.e., a razão) era o “ponto-de-partida” do “Discurso do método” e que, por não vir a propósito, não me abalançaria a discutir a dúvida metódica cartesiana, nem o “cogito”, nem o “génio maligno”, nem a “res extensa”, e muito menos esses estribilhos sobre a “matematização” que V. debitou ao calhas e de ouvido – apenas contestara uma citação apócrifa sua. Eu nunca disse, como qualquer um pode ler, que o “Discurso...” incidia sobre o “bom senso”, embora essa fosse uma noção relevante. Se desconhece o significado de “pontapé-de-saída”, é problema seu. Se desconhece a importância desse trecho, já não é só problema seu, mas também dos que o lerem na presunção de que sabe do que fala.

Porque, em segundo lugar, resumir o trecho que citei a “uma passagem irrelevante” é fornecer, a mim e a quem o ler, a prova cabal e irrefragável de que não percebe peva do que fala: esse excerto é fundamental para compreender todo o racionalismo cartesiano. Já que V. tem preguiça de ir à estante confirmar (boa desculpa – ou nem tanto...), eu até lhe dou uma dica, com novo excerto em que Descartes define o “bom senso” que V. interpretou com leviandade e ignorância:

“o poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso, que é propriamente o que se chama o bom-senso, ou a razão, é naturalmente igual em todos os homens; e assim que a diversidade das nossas opiniões não provém de uns serem mais razoáveis do que os outros, mas apenas de que conduzimos os nossos pensamentos por vias diversas e não consideramos as mesmas coisas”.

-Descartes, “Discurso do método”, trad. João Gama, ed. 70, p.53

"Razão [...] é naturalmente igual em todos os homens", sendo que "as nossas opiniões não provêm de uns serem mais razoáveis do que os outros".Soou alguma campainha, ou continua a balbuciar de cor? Dizer que esta noção é irrelevante seria cómico, se não fosse trágico; e mais ainda num ser que tanto gaba uns hipotéticos “pergaminhos” académicos, que decerto ribombam pelas sete partidas do mundo, mas para que me estou borrifando de bem alto: só no último comentário me dei ao trabalho de seguir o seu link e verificar que é um tal AFF que passeia a sua sapiência na FCUP. Por muito que isso espante uma pessoa cujo “trabalho” é conhecido nos “quatro cantos do mundo”, nunca tive o desprazer de conhecê-lo e, dados os precedentes, espero jamais esbarrar em si. Não ando aqui para espreitar pela fechadura de quem comenta, como o metediço que V. é.

P.S.: os seus dotes hermenêuticos já me suscitam algumas cautelas, mas nunca pensei que não fosse capaz de perceber a que me referia quando aludi ao famigerado “nível”: estava, simplesmente, a ripostar ao seu desabafo de que “não desceria ao meu nível”. A sua “memória textual”, de facto, é misérrima. Se não percebeu, nada posso fazer. Se não percebeu, a solução só está ao “nível” - nem mais – do mestre-escola.


De JVA a 26 de Abril de 2010 às 12:32
Só mais uma achega, porque V. aproveitou para exibir o estendal de um hipotético “currículo”: quando comento a prosa de alguém, pouco me importa a identidade da pessoa que me escreve por detrás do ecrã. Se um sujeito tão cioso de um presuntivo “estatuto”, que “impressiona as pessoas” e que passa os dias “a contribuir para o avanço do conhecimento”, não sente escrúpulos em exibir aqui a sua ignorância, longe de mim dissuadi-lo. V. veio para aqui tartamudear disparate atrás de disparate; e, se quer saber, eu nem sou estudante ou licenciado em filosofia (nem advogado, como insinua – até porque não tenho idade para já estar licenciado), mas isso não me impede de evitar proferir inanidades como as que proferiu, profere e, pelo andar da carruagem, proferirá até ao fim dos seus dias.

O meu “CV”, como diz, é mostrado a quem de direito, nas ocasiões adequadas e sem pompa ou ostentação: não o alardeio na blogosfera, como V. faz com típica saloiice – e linhas depois de jurar e trejurar que não está aqui a tentar “impressionar” ninguém, porque crê levitar muito acima de toda a gente. Essa é coisa de que, aliás, duvido, depois do asneirame que aqui desfiou. Não frequento assiduamente as caixas-de-comentários, nem sequer a blogosfera; mas, acredite, nunca encontrei nenhum tipo tão tosco e ridículo como V.

E é tudo. A menos que reincida nas trafulhices já habituais, procurando caluniar o que eu disse para ficar com a última estocada, encerro aqui a conversa. Não estou aqui para comparar “CV”: o meu é suficientemente honroso e estou suficientemente seguro das minhas capacidades para me sentir constrangido a exibi-lo a toda a hora. Aconselha-me humildade, mas talvez devesse olhar-se ao espelho, se o seu fácies não o aterrorizar em demasia. De resto, entretenha-se a comentar à vontade. V. cada vez se enterra mais e eu só voltei à liça para lhe demonstrar que a citação alegadamente “irrelevante” não o era – como saberá qualquer sujeito minimamente instruído e curioso. Se não quer ouvir, bom proveito. Há gente que, de facto, não devia atrever-se a tarefas mais complexas do que preparar umas tostas mistas.

P.S.: aos moderadores, se, coisa improvável, ainda estiverem a prestar atenção: lamento continuar a utilizar as caixas do V. blogue para uma discussão tão estapafúrdia e que nem era o mote do post. Simplesmente, este tipo entreteve-se a lançar atoardas e tive de pôr tudo em pratos limpos. Creiam que, não fossem as calúnias, a conversa já teria findado há muito. E, por minha vontade, fica por aqui.


De A. F. F a 26 de Abril de 2010 às 12:38
Meu caro,

Continua a baixar o nível da sua discussão.Teve a sua oportunidade de se retratar da sua atitude inicial. Não só não o fez como usa truques de retórica primários para sair desta discussão de forma honrosa. Jamais tal irá acontecer, pois foi clara a sua arrogância ignorante e falta de educação, que se prolongou cade vez de forma mais grave na discussão.

E é óbvio que nunca teve a oportunidade de me conhecer, o meu mundo não é o da blogosfera, como parece ser o seu, mas o mundo universitário. Certamente seria um desprazer para si, deparar-se com alguém potencialmente mais astuto de raciocínio que Vexa. Seria coisa que certamente não aguentaria, como demonstrou, com um ego tão inferiorizado.

A sério que lamento que tenha acabado assim. Poder-se-ia ter tido uma discussão gratificante, fosse Vexa uma pessoa humilde e douta em um assunto qualquer, mas é mero treinador de bancada.

Com efeito, dou-lhe 6 valores à prestação global, tendo em conta a média ponderada das diversas componentes, onde só se saiu bem na área da pompa e circunstância, isto é nos adjectivos. Como reprovou neste teste a que se propôs sem ser chamado, lamento informar-lhe que não irá ter mais nenhum reply meu, nesta caixa de comentários.

PS. Eu já não trabalho na FCUP, mas apraz-me saber que continua encantado pelo seu interlocutor e vá procurar informações suas --- se isto não é charme, o que será? Escusado será dizer que não fiz o mesmo em relação a si, Vexa entusiasma-me menos que um mestrando menos sagaz, dada a falta de cultura de aprendizagem.


De JVA a 26 de Abril de 2010 às 13:02
Uma atoarda mil vezes repetida não se torna verdade por milagre ou persistência. A sua relutância em contra-argumentar e a insistência em comentários difamatórios seria motivo de vergonha, se ainda lhe restasse alguma. Já percebeu há muito a sua argolada, não faz a mínima ideia do que é a filosofia cartesiana, nem Descartes, nem coisa nenhuma - e desatou a ziguezaguear em desespero, acumulando insinuações sobre mim que a ninguém interessam e que, pura e simplesmente, não detém.

E não estou minimamente interessado em si: só segui o link por desfastio, depois de ter exibido o estendal do seu currículo com tanta empáfia. Escusado será dizer que não fiquei propriamente maravilhado por deparar com um mero académico de província, coisa de que sempre fugi a sete pés e de que, felizmente, já me livrei há muito. Votos de melhoras, que bem precisa.


De JVA a 26 de Abril de 2010 às 14:48
Sem entusiasmo, lembro só a evidência que V. tentou mascarar no último comentário, de modo a que as suas tentativas de difamação não passem impunes: além de ter identificado e documentado a autoria do aforismo, ainda lhe fiz o favor - na sequência da sua alegação de que tal trecho "era irrelevante" - de explicar em que consiste o famigerado "bom senso" cartesiano, "naturalmente igual em todos os homens", e qual a sua importância para o racionalismo de Descartes. A isto, V. retorquiu que eu estava "a baixar o nível da discussão", enquanto trovejava insinuações sobre o meu carácter e currículo - que, para sua infelicidade, não conhece. Está tudo dito, ainda que inconfessado.


De jose-catarino a 23 de Abril de 2010 às 21:01


De A. F. F a 24 de Abril de 2010 às 22:28
PS. Peço desculpa se não escrevi bem, estou num portátil minúsculo desta feita a comer umas tostas


De A. F. F a 25 de Abril de 2010 às 23:14
Deve ler-se

"esse é o ponto precisamente" em vez de

"esse precisamente" e também

"em classificar" em vez de "em classifica".

Voltei a falhar no número de fazer várias coisas ao mesmo tempo, ao que parece ;) Faço questão de me corrigir não vá o JVA troçar de erros "elementares".


De hguhf a 21 de Fevereiro de 2014 às 15:54


Só faz sentido um dia mundial para o livro se se criarem celebrações análogas, como o dia do talher, o dia da cama, o dia do copo e o dia do prato. Objectos que nos permitem satisfazer necessidades básicas têm de ser todos tratados de modo igual.


De شات بنات فري a 18 de Maio de 2014 às 11:12
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De شات صوتي a 3 de Novembro de 2014 às 20:19
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De hguhf a 5 de Fevereiro de 2015 às 17:06
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De asom a 27 de Abril de 2015 às 01:53
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