Sábado, 14 de Julho de 2012
Rui Passos Rocha

Quem cava trincheiras voluntariamente abdica acima de tudo da sensatez. O que ganha em populismo, por incentivar o amor e ódio de free riders informativos, perde em distanciamento e humildade.

No seio de quem defende liberdades individuais face ao Estado há o dito recorrente de que os abastados que votam no PCP ou no BE são ignorantes. Não sabem - diz-se - que estão a defender gente que lhes retiraria parte importante dos bens e os redistribuiria. Não é uma "escolha racional". Racional é todos votarem de acordo com o que mais os pode beneficia, independentemente dos outros, como no princípio de incerteza rawlsiano em que todos envergam o véu da ignorância. O problema do modelo é, antes de mais, que não vivemos o momento do contrato social fundador, mas também que - consequentemente, talvez - há quem valorize a comunidade o suficiente para abdicar de parte do que poderia ganhar optando pelo individualismo. Isto só não é um tipo de escolha racional para quem não o é sempre.

Do mesmo modo, a teoria marxista que diz categoricamente que em sistemas capitalistas as elites se perpetuam no poder (é parcialmente verdade, sobretudo em países como Portugal) diz que a cultura de massas e a comunicação social servem o propósito de doutrinar o povo e impedi-lo de fazer escolhas racionais. Não que o povo não seja racional, mas toma decisões racionais condicionado pela informação falsa que lhe dão de beber. Como se essa ideia não fosse igualmente ofensiva para o povo, que se vê tido como incapaz de filtrar o que lhe chega, sobretudo porque é assim considerado por outros membros do povo que se dizem possuidores de clarividência só porque leram uns livros escritos por dois tipos alemães.

Enquanto não forem tapadas as trincheiras que amarram o raciocínio a uma formatação prévia não haverá espaço para o que deve ser prioritário: construir as pontes possíveis entre ideologias. Esse tipo de discurso equilibrado é possível, como se percebe pelo último texto do JPM. Ou pela distância entre a inteligência de Pedro Mexia e Ricardo Araújo Pereira e as birras de João Miguel Tavares no Governo Sombra da TSF.


114 comentários:
De Miguel Madeira a 15 de Julho de 2012 às 03:27
"No seio de quem defende liberdades individuais face ao Estado há o dito recorrente de que os abastados que votam no PCP ou no BE são ignorantes. Não sabem - diz-se - que estão a defender gente que lhes retiraria parte importante dos bens e os redistribuiria. "

Confesso que nunca dei por isso - o argumento habitual costuma ser o que são "hipócritas", ou que são "de esquerda" só para "se armarem em bons".


De RPR a 15 de Julho de 2012 às 11:09
Tanto quanto sei é dito em relação aos jovens de famílias de classe média-alta que votam nos partidos de extrema-esquerda mas não abdicam dos seus gastos supostamente supérfluos, bem acima dos gastos dos jovens menos abastados.


De chat a 14 de Julho de 2014 às 14:57

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De Carlos G. Pinto a 15 de Julho de 2012 às 10:28
"No seio de quem defende liberdades individuais face ao Estado há o dito recorrente de que os abastados que votam no PCP ou no BE são ignorantes. Não sabem - diz-se - que estão a defender gente que lhes retiraria parte importante dos bens e os redistribuiria. "

Estando desse lado, devo dizer que nunca vi esse argumento ser utilizado. Pode-me dar um exemplo?

O que é dito, sim, é que há alguma hipocrisia entre os tais "abastados" de extrema esquerda ao defenderem para os outros uma noção de redistribuição que não aplicam aos seus próprios rendimentos. Já dizia David Boaz que uma sociedade liberal admite no seu meio comunidades socialistas, mas num regime socialista não se admitem comunidades liberais.


De RPR a 15 de Julho de 2012 às 11:13
Como digo acima do MM é um argumento atirado aos jovens abastados que votam na extrema-esquerda. Que votam por seguidismo e para serem bem vistos, consequentemente por ignorância. Confesso que também não conheço o argumento da hipocrisia.


De Miguel Madeira a 15 de Julho de 2012 às 23:21
Não vejo onde está o "consequentemente".


De RPR a 16 de Julho de 2012 às 10:29
Consequentemente porque fazem o que pensam ser bem visto pelos seus pares mas ignoram, supostamente, as consequências de dar o voto ao que defendem os tais partidos.


De Miguel Madeira a 16 de Julho de 2012 às 15:47
Não me parece que tal implique, forçosamente, achar que eles não sabem as consequências de dar o voto a esses partidos:

-É possivel achar que eles só apoiam esses partidos porque sabem que eles não vão ganhar eleições nenhumas

-É também possivel achar que há aqui uma espécie de free rider (ao contrário?) em acção: votam nesses partidos pelo beneficio em termos de status que tal dá e sabendo que o seu voto individual não vai afectar em nada o resultado


De jpm a 15 de Julho de 2012 às 18:16
Por essa ordem, um liberal que recorre ao SNS está a ser hipócrita.


De Carlos G. Pinto a 15 de Julho de 2012 às 20:04
"Por essa ordem, um liberal que recorre ao SNS está a ser hipócrita."

Não. Há uma diferença substantiva nas duas situações.

Um socialista abastado num regime liberal é livre de aplicar os seus princípios de redistribuição ao seu rendimento. Se não o faz, é hipócrita, porque defende para os outros aquilo que poderia livremente aplicar a si próprio.

Pelo contrário, um liberal num regime socialista não pode abdicar de subsidiar o SNS, não lhe é dada essa opção. Ao utilizar o SNS, está a usar algo para o qual já pagou, coercivamente, embora preferisse ter pago por um outro serviço diferente.


De jpm a 15 de Julho de 2012 às 21:50
Um socialista também não estaria a praticar nada do que advoga ao distribuir o dinheiro que tem. Ele sugere que seja o Estado a fazer. Ponha a coisa noutros termos, um liberal devia exigir pagar no SNS aquilo que realmente custa - o que em muitos casos não é coberto pelos impostos.


De Bruno Rocha a 15 de Julho de 2012 às 22:44
já que se discute o SNS, porque não enveredar por um sistema misto como o holandês?
http://en.wikipedia.org/wiki/Healthcare_in_the_Netherlands


De Miguel Madeira a 16 de Julho de 2012 às 00:10
Realmente, o socialista típico normalmente considera a doação privada como "caridadezinha" (note-se o "-zinha", claramente pejorativo). logo talvez por isso não fizesse grande sentido querer que ele enverede por algo (a tal "caridadezinha") que pelos vistos despreza.

Podemos discutir é qual a lógica de defender a redistribuição estatal (e/ou a expropriação directa via "ocupação selvagem") e ser contra a caridade privada.

Numa sociedade em pirâmide (muitos pobres, alguma classe média, poucos ricos), a lógica é simples: na caridade privada, os pobres continuam dependentes da boa-vontade dos ricos (se têm dinheiro para comprar uma televisão, é porque o rico lhes deu esse dinheiro por sua vontade, como poderia não ter dado), enquanto na redistribuição estatal seriam os pobres (como a maioria do eleitorado) a controlar o processo (e aí já não seriam os pobres a estar dependentes da boa-vontade dos ricos, mas o contrário: "mesmo a parte do dinheiro que fica para vocês depois de pagarem os impostos não é vossa; fica nas vossas mão apenas porque nós decidimos - por puras razões de utilidade prática - não vos aplicar uma taxa de 100%")

Mas numa sociedade em que há muita classe média, alguns pobres e poucos ricos, talvez já não faça grande sentido preferir a redistribuição estatal à caridade privada - afinal, agora ambas implicam que alguém (sejam os "caritativos", sejam os eleitores "solidários" da classe média) seja benevolente para com os pobres, e em nenhum dos casos passam estes a estar no comando da situação (neste caso, a única forma de redistribuição moralmente aceitável para um socialista da velha guarda deveria ser mesmo o roubo puro e simples)

[E entretanto, acho que já me desviei muito do tema original...]


De Carlos G. Pinto a 16 de Julho de 2012 às 02:19
"Um socialista também não estaria a praticar nada do que advoga ao distribuir o dinheiro que tem. Ele sugere que seja o Estado a fazer"

E quem é o "Estado"? Ao defender que seja o "Estado" a prestar serviços de saúde está a defender que sejam efectivamente os contribuintes a pagar pelo serviço de saúde universal. Está a defender a moralidade de um mecanismo de redistribuição que, mais uma vez, não aplica aos seus próprios rendimentos.


De Miguel Madeira a 16 de Julho de 2012 às 04:01
Por outro lado, um socialista ou social-democrata pode sempre dizer que está disposto a pagar mais 1 ponto percentual de impostos para aumentar o valor do RSI em 10 euros, mas já não está disposto a pagar mais esse ponto percentual para aumentar o valor do RSI em, digamos, 1 cêntimo ou uma fracção disso (ou seja, o valor em que o RSI poderia ser aumentado se ele e apenas ele decidisse doar voluntariamente mais 1% do seu rendimento para esse fim).

Uma analogia - imagine-se que numa reunião de condomínio alguém propõe que se aumente o valor da taxa do condomínio em 50 euros anuais para haver dinheiro para pintar o muro; a proposta é rejeitada. Será que é moralmente exigível que ele faça um donativo de 50 euros ao condomínio, mesmo que só os 50 euros dele não sejam suficientes para pintar o muro (que era o objectivo do aumento proposto)?

É verdade que este argumento funciona melhor para socialistas que defendam a redistribuição com argumentos puramente utilitários do que para os que usam argumentos essencialmente moralistas


De RPR a 16 de Julho de 2012 às 10:34
Um socialista pode acreditar que num regime como o que defende não receberia um salário menor do que o que recebe. E nesse sentido pode não se sentir obrigado a dar parte do que tem.


De Miguel Madeira a 16 de Julho de 2012 às 16:29
O problema aqui é (entre outros) do que estamos a falar quando falamos de "socialista" - para certas variantes é mais fácil determinar que algu~em ganha

Se estivermos a falar de um social-democrata que defende uma alteração nos escalões do IRS, é relativamente fácil ver se ele ganha mais ou menos do que ganharia com os propostos novos escalões.

Se estivermos a falar de um anarco-comunista ou de um socialista "impossibilista" (googlar "World Socialist Movement" ou "Socialist Party of Great Britain"), que defendem a abolição do dinheiro, o racionamento igualitário para os bens escassos e o "serve-te à vontade" para os abundantes, poderemos considerar que qualquer um que ganhe mais que a média é um privilegiado; no entanto um assalariado sem funções de chefia que apoie uma destas correntes pode sempre dizer "enquanto as decisões no meu local de trabalho não forem tomadas em reunião plenária, não tenho que abdicar do excedente do meu salário; somando tudo - salário + poder de decisão - eu continua abaixo da média".

No caso da maior parte do marxismo mais convencional, aí a conta é normalmente impossivel de fazer - pelo menos a curto prazo, a maior parte dos marxistas não têm grandes problemas com a desigualdade de rendimentos, mas sim com a "exploração do trabalho pelo capital"; aí alguem seria um "explorador" se o que recebe de rendimentos do capital for maior do que a "mais-valia" que o capital extrai dele no trabalho - como medir essa "mais-valia" é largamente arbitrário (ainda mais com as nuances do livro III do capital, de que a mais-valia gerada num sector pode aparecer nos lucros de outro sector, devido aquela coisa da "transformação dos valores em preços"), qualquer assalariado (mesmo que tenha acções) pode facilmente convencer-se que pertence à classe explorada.

Já agora, convêm ainda lembrar que, na sua maioria, esses chamados "meninos ricos de esquerda" não são realmente "ricos" no sentido de serem de famílias com "riqueza" (fábricas, herdades, empresas, contas bancárias avolumadas, etc.); estou convencido que são essencialmente filhos de trabalhadores bem pagos (professores, quadros superiores, profissionais liberais, etc.), o que, para quem siga a abordagem marxista trabalho vs. capital, muda muito a coisa.


De Miguel Madeira a 15 de Julho de 2012 às 23:40
Poderíamos alterar ligeiramente a questão e questionar se um liberal pode beneficiar do SNS, da educação pública, das estradas públicas, etc. a um nível maior do que aquilo que pessoalmente contribui em impostos (ou se, chegado a esse ponto, deveria recusar-se a ser um beneficiário líquido do orçamento e dizer "até ao fim do ano já não vou ao Hospital").

O que complica a questão é que, ao contrário do socialista que tem um rendimento acima da média, é objectivamente impossível dizer quando um liberal consome mais em serviços públicos do que paga de impostos:

- Em primeiro lugar, porque acho que o Estado não tem uma contabilidade analítica suficientemente desenvolvida que permita dizer "esta aula na faculdade custou X; aquela consulta à hipertensão custou Y, etc." (ou se tem, esses dados não são divulgados)

- Em segundo lugar, mesmo que fosse possível medir os custos do que cada um utiliza, um liberal que pagasse 200 euros de impostos e consumisse serviços públicos no valor de 300 euros poderia sempre dizer "eu só valorizo esses serviços que usei em 150 euros e era o que estaria disposto a pagar por eles se os adquirisse no mercado - ainda fiquei a perder 50 euros; se o estado gasta 300 euros em coisas que para mim só valem 150 já não é problema meu - não vão querer que, por causa do esbanjadorismo dos decisores públicos, eu ainda vá fazer sacrifícios voluntários?!".


De Carlos G. Pinto a 16 de Julho de 2012 às 02:30
Exactamente, Miguel.

Um liberal é efectivamente coagido a contribuir para o regime socialista. Pode ser tão acusado de hipocrisia por utilizar os serviços que foi coagido a pagar como um dissidente cubano pode ser acusado de hipocrisia por ter aceite senhas de refeição do governo dos Castros.

A frase do David Boaz vai nesse sentido. O regime socialista é necessariamente um de coerção, em que uma noção de moralidade é imposta a todos, quer concordem com ela ou não.
Pelo contrário, um regime liberal permite que grupos de pessoas formem em liberdade as suas cooperativas de saúde, educação ou o que bem entenderem.


De RPR a 16 de Julho de 2012 às 10:37
Um regime liberal pode usar de outras formas de "coerção" sobre quem pretenda instituir uma comuna, por exemplo. Por exemplo nos EUA as comunas da década de 70 desapareceram com o surgimento de empresas como a Whole Foods.


De jpm a 16 de Julho de 2012 às 02:58
Há a mesma impossibilidade em determinar que parte do seu rendimento deve o socialista redistribuir. A questão é que a conversa da hipocrisia serve para desqualificar o adversário, nada mais.


De Carlos G. Pinto a 16 de Julho de 2012 às 06:00
Serve para desqualificar porque efectivamente desqualifica. Ao contrário do liberal que é coagido a comparticipar o sistema estatal, o socialista abastado é livre de contribuir ou não para a redistribuição de rendimentos que defende. Ao optar, em liberdade, por não o fazer, está efectivamente a contradizer com os seus actos aquilo que defende.


De jpm a 16 de Julho de 2012 às 11:30
Então continue a desqualificar. Eu não tenho grande paciência para isso. Especialmente quando se ignoram todas os constrangimentos à liberdade total que existem numa sociedade liberal. Teremos entendimentos diferentes de liberdade, ou porventura talvez eu não dê o mesmo valor à liberdade que o Carlos. Quanto às acusações de hipocrisia, elas servem para muita coisa, menos para debater com seriedade.


De Carlos G. Pinto a 16 de Julho de 2012 às 11:40
"Eu não tenho grande paciência para isso"

Estou, portanto, desqualificado?


De jpm a 16 de Julho de 2012 às 12:02
Não, de todo. Eu é que já desisti há algum tempo de discutir em torno de grandes absolutos. Vícios pós-modernos.


De jpm a 15 de Julho de 2012 às 18:18
Tendo a concordar com os dois comentários anteriores. O argumento de irracionalidade que tu vês como acusação de malta à esquerda é usado essencialmente pelos próprios para destacar alguma forma de desapego.

O risco desta postura é teres pessoas a acusarem-te de ao definires uma área de consenso, aceitável, estares a tentar esbater o facto ideológico de um consenso que é em si ideológico. Mas eu também prefiro assumir o risco.


De RPR a 16 de Julho de 2012 às 10:40
Confesso que não percebi o segundo parágrafo, Zé.


De jpm a 16 de Julho de 2012 às 11:31
Em resumo, ao defender uma possível conciliação de teses diferentes, pode-se estar a desvalorizar todas as opiniões que não sejam conciliáveis.


De RPR a 16 de Julho de 2012 às 11:41
Acho que a conciliação possível de ideologias deveria ser feita e contrastada com a ortodoxia. Não que esta seja absolutamente errada, não estou seguro disso. Mas acho que as sociedades plurais são um bem a preservar e prefiro essa conciliação (com a consequente desvalorização das ortodoxias) à manutenção de uma democracia liberal podre que poderá rearmar extremismos.


De Carlos G. Pinto a 16 de Julho de 2012 às 09:23
Já agora, uma analogia: um homem que defenda a obrigatoriedade da monogamia (ou a ilegalização da poligamia) mas tenha ele mesmo 4 mulheres, não está a ser hipócrita?

Para ser consistente, não teria ele que ser monogámico?


De Miguel Madeira a 16 de Julho de 2012 às 15:38
Depende. Imaginemos que ele defende a proibição da poligamia com argumentos "utilitários", do género:

- a poligamia (ou pelo menos a poliginia) origina muitos homens solteiros, disponíveis para se fazer explodir

- a poligamia (ou pelo menos a poliginia), ao criar escassez de mulheres, faz subir o seu "valor de mercado" e assim incentiva as famílias (tanto pais como maridos) a as aprisionarem (um pouco como a escassez de trabalhadores e abundância de terra em certas épocas e lugares favoreceu o restabelecimento da escravatura e/ou da servidão)

- a poligamia, ao originar famílias muito numerosas, favorece a corrupção e o nepotismo

Alguém que seja contra a poligamia por isso pode sempre argumentar que, já que, polígamo, monógamo ou celibatário, ele vai viver numa sociedade dominada pela violência, pela opressão das mulheres, pela corrupção, pelo nepotismo e favoritismo e pelas rivalidades clãnicas/aldeãs/tribais, ao menos que tenha também a "parte boa" de viver nessa sociedade.

Da mesma forma, um socialista poderá sempre dizer que, já que, quer ele participe ou não do sistema capitalista, o sistema continuará a existir, portanto seria apenas masoquismo abandonar os benefícios do capitalismo se continua sujeito aos seus supostos maleficios (p.ex., porque é que um socialista que seja contra haver rendimentos da capital não há de investir em obrigações se, de qualquer maneira, tem que pagar juros pelo empréstimo da casa?)


De ssa a 15 de Outubro de 2012 às 11:10
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De Daniel a 7 de Novembro de 2012 às 21:39
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De شات صوتي a 8 de Janeiro de 2013 às 05:40

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