Sábado, 12 de Junho de 2010
Rui Passos Rocha

... quando Mário Soares, sempre crítico das flutuações de mercado (não encaminhado pela benévola mão estatal), aproveita os 20 anos da assinatura da adesão à CEE para defender - ainda que provisoriamente - um governo económico europeu, coisa tão de direita; e quando os socialistas no poder grego dizem que farão "o que for preciso" (incluíndo privatizar) para convergir com os outros 26. Está tudo bem com a UE quando, depois de uma crise financeira, um problema de dívida pública - engordada pela resposta àquela primeira crise -, também ele impulsionado pelo demónio especulador, faz a esquerda moderada aceitar um maior controlo das contas públicas por parte de entidades supranacionais - cujas tendências liberais fariam cócegas à parte mais soberanista dessa esquerda. Está tudo bem com a UE quando é a própria parte esquerda do consenso social-democrata que defende um reequilíbrio - mais à direita - da Terceira Via. Uma Terceira Via que é agora ainda menos "o melhor escudo ideológico do neo-liberalismo".


5 comentários:
De Miguel Madeira a 12 de Junho de 2010 às 15:55
"um governo económico europeu, coisa tão de direita"

O que é que isso tem de direita? A mim parece-me que, dentro do campo europeísta, até é a esquerda que mais simpatiza com a ideia de uma politica económica comum, enquanto é a direita que defende uma simples área de comércio livre.

Aliás, a ideia de que uma moeda única implica uma politica orçamental comum é uma consequência lógica do keynesianismo


De RPR a 12 de Junho de 2010 às 15:59
Acho que não me expliquei bem. Quis falar da diferença entre economia/técnica e política. A esquerda tem mais dificuldade em ceder à técnica em detrimento da política na governação, porque os técnicos não são eleitos (já li opiniões em favor de o líder do BCE passar a ser eleito, por exemplo pelo PE).


De Miguel Madeira a 12 de Junho de 2010 às 16:25
Há, já percebi: a palavra-chave em "governo económico europeu" era o "económico", não o "europeu".


De Miguel Madeira a 12 de Junho de 2010 às 16:31
Mas agora uma ideia que me ocorre (já ligeiramente off-topic): quando os técnicos passam a "governar", será que que continuam a ser apenas "técnicos", ou será passam a ser "políticos não-eleitos"?

Como alguém disse, "Central Bankers Are Politicians With Tenure"


De RPR a 13 de Junho de 2010 às 15:13
O Trichet poderá ser considerado um governante? Se sim, concordo que deverá ser apelidado de político não eleito, o que seria anti-democrático.


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