Quarta-feira, 20.06.12
Priscila Rêgo

O desemprego é um mito criado pela comunicação social. O Ricardo Campelo de Magalhães, do Insurgente (acho que vou criar uma tag só para ele), fez a descoberta e decidiu partilhá-la com o resto do mundo. 

  

Parece que a percentagem da população empregada é hoje muito maior do que nos "dourados" anos 50 e anos 60. Ou, como ele diz, "o problema da actual crise não é a falta de empregos".

 

 

 

 

O Ricardo desvendou uma conspiração da imprensa mundial para ocultar a força do mercado laboral americano. Ou, então, esqueceu-se só que dos anos 50 para cá as mulheres, enfim, saíram de casa. 

 

 

 

 

Em baixo, um retrato mais fiel de uma economia que não tem problemas de emprego (dados da Reserva Federal)

 

 

 

 

 


Segunda-feira, 12.12.11
Priscila Rêgo

N'O Insurgente, Ricardo Campelo de Magalhães defende a liberdade económica como motor para o progresso. Concordo com a posição de princípio, mas recomendo alguma cautela antes de trazer os Estados Unidos para cima da mesa. É que esta é uma causa que me interessa. Não a quero ver estragada com maus exemplos.

 

O Ricardo apresenta este gráfico, de onde extrai a seguinte conclusão: "A partir do momento em que a Administração Americana começou a nacionalizar a Economa, entrou-se numa estagnação duradoura". A afirmação tem alguns problemas, e o maior nem é o facto de Ricardo comparar crescimentos nominais, sem eliminar o efeito da variação dos preços.

 

Antes de mais, não faz sentido atribuir o comportamento do PIB americano apenas à alteração de políticas. Claro que isto é a blogosfera e não uma revista científica - ninguém está à espera que o Ricardo atire com econometria para cima dos leitores. Mas olhar para uma série de 10 ou 11 anos e esquecer que em 2008 houve uma crise económica de dimensões descomunais é um erro que nem a um blogger de fim-de-semana deve ser admitido. E se o Ricardo seguir por esse caminho sinuoso arrisca-se a que do outro lado da barricada apontem para a Grécia dos últimos três anos como o exemplo do tipo de resultados que uma política de privatizações pode ter.

 

 Mas o mais curioso é que o "exemplo" que o Ricardo dá para ilustrar a importância da liberdade económica para o crescimento é o caso acabado de uma economia a funcionar em regime keynesiano. No final da década de 90, os EUA tinham um excedente orçamental; mas o excedente foi praticamente aniquilado em 2001 e a partir daí o défice ficou quase sempre acima dos 3%. Mesmo em termos estruturais [em percentagem do PIB potencial] o saldo foi sempre negativo. E a despesa pública aumentou de 34,5 para 36,5% do PIB entre 2001 e 2007. Uma parte dos gastos foi para financiar o esforço de guerra - ironicamente, aquilo que, segundo keynesianos como Krugman, permitiu tirar os EUA da Grande Depressão.

 

 

 


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Bruno Vieira Amaral

Priscila Rêgo

Rui Passos Rocha

Tiago Moreira Ramalho

Vasco M. Barreto

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