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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A Douta Ignorância

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6 comentários

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    Miguel Madeira 04.11.2010

    Se for este

    http://www.sofi.su.se/content/1/c6/03/09/74/WP06no6.pdf

    Não vejo que tenham chegado a conclusão nenhuma sobre a comparação com o público em geral
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    MC 04.11.2010

    É esse, página 23, tabela 6.
    Rácio de economistas democratas para economistas republicanos: 2,5 para 1. A população em geral será 1 para 1.
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    Miguel Madeira 04.11.2010

    Tinha percebido mal - julguei que quisesse dizer "os economistas são menos pró-mercado que a população em geral"

    Mas, pensado um pouco, até faria sentido que os economistas fossem cépticos acerca dos mercados - em principio, que vai para economista são as pessoas que gostam de reflectir sobre questões ecónómicas; salvo raras excepções (talvez a vantagem comparativa ou a equivalência ricardiana) os argumentos anti-mercado tendem a ser mais intelectualmente complexos que os pró-mercado, logo mais atractivos para os economistas.

    [no fundo, um economista pró-mercado não tem grande margem para teorizar - o essencial do argumento há muito que já está elaborado; e na busca de "falhas de mercado" e possiveis soluções para elas que há material para fazer papers]
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    MC 04.11.2010

    Ui...
    Estar a pensar nesse enviesamento de auto-seleção de quem vai para economia daria pano para mangas. De qualquer modo aqui nem se trata de quem vai para economia, mas quem é economista académico.

    Outra questão interessante que levantas implicitamente, é essa definição esquerda-direita consoante os meios ou os objectivos. Um economista tende a favorecer mecanismos de mercado, mesmo quando é de esquerda. Ora, os mecanismos de mercado são entendidos pelos leigos como algo de direita.
    Por outras palavras, eu que sou economista de esquerda sou constantemente mal interpretado por defender um mercado laboral dinâmico, um sistema fiscal sem 1001 subsídios, etc.
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    Miguel Madeira 04.11.2010

    Entretanto ocorre-me outra coisa que pode afectar a percepção pública das ideias dos economistas; é que "economistas" tem um significado ambíguo: há os economistas em sentido estrito, e depois há a categoria "economistas + contabilistas + licenciados em gestão + MBAs", que por vezes também é designada simplesmente por "economistas" (veja-se as conversas de que "a crise financeira deve fazer repensar o conteúdo dos cursos de economia", quando imagino que haja relativamente poucos economistas-em-sentido-estrito a trabalhar na banca de investimentos); aposto que entre os economistas-em-sentido-alargado haverá, aí sim, uma tendência para a direita.
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    CorretorMais

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