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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A Douta Ignorância

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Olhe que não, o tanas

Tiago Moreira Ramalho, 14.12.10

Não duvido que este meu texto possa, como escreve o Luís M. Jorge, ter problemas. Não me parece é que tenha os «problemas» que o Luís aponta.

Tocando no primeiro problema, eu não referi os que apoiavam o regime pois coloco-os num «saco» diferente daqueles que simplesmente «compactuavam», nas palavras do Luís M. Jorge. A conversa pseudo-heróica é bem catita muitos anos depois, mas os meus avós, que não eram, de todo em todo, fascistas, tinham filhos para criar e não é de forma leviana que se pega numa arma e se vai para o Terreiro do Paço matar gente. Manuel Alegre não quer saber se hostiliza e o Luís M. Jorge acha que está tudo bem. Não posso fazer nada além de lamentar a objectiva insensibilidade e lembrar que um candidato presidencial o é para todos os portugueses, pelo que não é, vá, simpático começar na campanha por afirmar o seu, arriscamos, ódio a uma parte deles.

Relativamente ao segundo problema, não discordo que os políticos se distingam pelas respectivas biografias, o que me parece é que o «facto», que se presume «politicamente relevante» trazido por Manuel Alegre para a campanha não me parece fundamental, atendendo à «desproblematização» do primeiro «problema» que o Luís M. Jorge aponta ao meu texto.

Já no que ao terceiro problema diz respeito, parece-me que não é problema de todo. Aliás, o Luís M. Jorge até parece concordar comigo – é um franco aborrecimento que nos impinjam esse tipo de coisas diariamente. Eu disse que não apreciava a conversa alegrista, mas em momento algum disse gostar da apologia cavaqueira.

Terminando, que é tempo, com o quarto problema, optamos por remeter, novamente, para a «desproblematização» do primeiro «problema». É que, afinal, isto anda tudo ligado e, apesar dos problemas, o raio dos textos tendem a ter um argumento, mesmo que dos mauzinhos, lá por baixo.

Quanto às opções de voto, o Luís M. Jorge devia, para usar uma expressão do Maradona, estar mais atento à minha obra. É que, ó Luís, aqui o problemático já disse cobras e lagartos do candidato cuja «pulsão hagiográfica» o «repugna».

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