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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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Siga

Bruno Vieira Amaral, 22.12.10

Não costumo utilizar o blog para me queixar de maus serviços, mas quando estes são péssimos sinto-me compelido a fazê-lo. Até porque, se o não fizesse, seria uma desconsideração para com os CTT e para com os esforços dos seus funcionários na difícil tarefa de me irritar. A história, real, para mal dos meus pecados, que são poucos e não merecedores de tamanha punição, é esta: encomendei dois livros pelo Book Depository. No dia 16, quando cheguei a casa, tinha um aviso na caixa do correio que me informava das maravilhas do Siga. Bastava dirigir-me à estação dos correios mais próxima do meu trabalho e solicitar o reenvio da encomenda para esta estação. Assim fiz. Isto no dia 17. O prazo, dizem, é de 48 horas. Hoje, dia 22, continuo à espera da encomenda. Primeiro, porque não era possível inserir o pedido no computador, a funcionária dos CTT teve de enviar um fax. Na 2ª-feira, explicou-me a diferença entre Posto e Estação para justificar a demora. Na 3ª, liguei para o Posto de origem e disseram-me que a encomenda já não estava lá. Hoje, 4ª-feira, não sei onde é que está a encomenda, a funcionária diz-me que correio normal demora mais e que, clássico dos clássicos, a culpa não é dela, que fez o pedido logo na 6ª-feira. O engraçado nisto tudo é que a encomenda foi despachada de Inglaterra no dia 13 e chegou ao Posto no dia 16, enquanto que o maravilhoso Siga não garante que uma encomenda demore menos de três dias a percorrer o trajecto Barreiro-Entrecampos. Lá tive de fazer a reclamaçãozinha, perante o enfado da funcionária, que reconheceu o meu direito de reclamar, embora a expressão facial demonstrasse claramente que achava a minha atitude um tanto ou quanto exagerada porque, afinal, a culpa não era dela. Amanhã, dia 23, antevéspera de Natal, lá estarei na Estação de Correios de Entrecampos, à espera da malfadada encomenda, esperando não ser causa de grande incómodo para os funcionários que tão diligentemente se descartam de responsabilidades. É o sistema, como diria Dias da Cunha.

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