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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A Douta Ignorância

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Tolerar intolerantes

Tiago Moreira Ramalho, 05.02.11

A postura de David Cameron relativamente aos movimentos muçulmanos é perigosa, mas acabará por ser inevitável. O facto é que hoje não estamos a combater uma religião. Longe disso. O que se está a combater é uma ideologia política – o islamismo. E, aqui, temos duas opções: o nosso conhecido ‘appeasement’, que em tempos nos levou para lugares menos recomendáveis, ou o combate. Cameron fartou-se da primeira opção, que é sempre a primeira opção, pela natureza da espécie, e recorre à segunda.

Democracias maduras, exactamente por o serem, não podem tolerar movimentos que, tendo base religiosa ou outra, atentem contra os seus pilares mais elementares, como a separação entre Estado e Religião ou o respeito pela condição da mulher e pelos direitos dos homossexuais. Os radicais islamitas, além de acreditarem genuinamente na leitura literal do Corão e nas ideias do bom velho Sayyid Qutb, o que por si só nada tem de mal, têm como objectivo na base da sua ideologia a erradicação dos valores ocidentais, primeiro, do mundo muçulmano e, depois, do restante mundo. O combate aos valores da democracia, da liberdade e da igualdade que alicerçam as sociedades ocidentais é mais que declarado. A nós resta-nos pouco: podemos ser um simpático Chamberlain ou um rabugento Churchill. Das nossas opções, o tempo trará as devidas consequências.

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