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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A Douta Ignorância

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A invocação do presente

Tiago Moreira Ramalho, 02.03.11

Enquanto passava ao lado da televisão, ouvi o nosso primeiro-ministro falar em oitocentos anos de História e coisas dessas. Segundo o que percebi, o indivíduo entende que fronteiras estáveis nos dão direitos especiais. Angela, não me chateies que o teu país só está arranjadinho há meia dúzia de anos e o meu já lá está há quase mil.

O nosso primeiro-ministro está, para grande espanto meu, errado. Não há nada que a História possa fazer por nós neste momento. Não há nada que o passado possa trazer para solucionar o problema. Em vez de invocar o passado grandioso, o nosso primeiro-ministro deveria invocar o presente e, pelo caminho, tentar compreendê-lo. É que a questão é muito simples: em política e economia internacionais, a idade não é um posto.

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