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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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O fim do terrorista

Priscila Rêgo, 24.03.11

É aceitável negociar com um terrorista? A responde depende de uma avaliação custo/benefício, ponderada pela credibilidade que se atribui ao terrorista. Se há muitos reféns e o resgate é pequeno, pode ser racional pagar e deixar o criminoso fugir. A lei foi infringida e não há um nome para apresentar às televisões, mas poupam-se vidas - que é, ao fim e ao cabo, o mais importante.

 

Mas mesmo quem está decidido a salvar vidas tem de estar pronto a reconsiderar a sua posição caso o terrorista desate a matar reféns. Se cada depósito na sua conta tem como única resposta o renovar das exigências, a hipótese negocial torna-se cada vez menos aceitável. Nesta altura, um ataque cirúrgico mas preciso pode ser a melhor opção. Não pelo desejo de poupar dinheiro mas pela necessidade de salvar o maior número possível de reféns enquanto estes ainda estão vivos.

 

A política portuguesa chegou ontem a esta situação. Depois de subverter o Estado de Direito, aldrabar as contas públicas e submeter o futuro político do país à discricionariedade do seu umbigo, Sócrates perdeu qualquer restinho de credibilidade que eventualmente ainda tivesse. Naquele momento, a ideia já nem sequer era entrar à força para evitar o resgate. Era só tirar a arma ao doido que estava lá dentro antes que ele matasse os reféns que faltavam.

 

Felizmente, o PSD abriu os olhos.

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