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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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Nobreza

Tiago Moreira Ramalho, 10.04.11

Passei semanas, meses, a ser atazanado na minha paz podre com a beleza da «independência» de Nobre. Era isso que o fazia ser um excelente candidato à Presidência: a independência. Era um homem que tinha uma cidadania bonitinha, limpa de registos partidários, ou pelo menos assim rezava a lenda. Ora, eu não tenho ideia de haver um «independente» tão politicamente bem relacionado como Nobre. Já saltou por todo o espectro como se de um jardim se tratasse. Agora, depois da retórica anti-sistema da candidatura, aceita ser cabeça-de-lista do PSD em Lisboa nas legislativas. Lamenta-se, por um lado, a escolha do PSD. A Nobre sobra-lhe popularidade, mas falta-lhe o resto. Afoga-se na própria verborreia, sendo não raras vezes necessário salvá-lo da auto-flagelação discursiva; ignora isso da lógica argumentativa; despreza isso das regras institucionais; não se permite um módico de consistência. Por outro lado, lamenta-se quem se deixou enganar pela balela da galinha e do bocado de pão. Somos feitos disto, no fim: de factos a lamentar.

2 comentários

  • Sem imagem de perfil

    JVA 11.04.2011

    Mas no caso do Nobre esta galderice ideológica até descamba, depois, em detalhes pitorescos – como naquele debate em que, inquirido sobre o seu hipotético “passado antifascista”, o homem respondeu que sim, que era um antifascista consumado porque tinha nascido nas “Províncias Ultramarinas” eheh
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