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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A Douta Ignorância

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Um homem especial

Priscila Rêgo, 14.05.11

Muita gente está indignada com a taxa de juro cobrada a Portugal pelos parceiros europeus. Provavelmente, vai ficar próxima dos 6%, um valor que muitos economistas consideram uma verdadeira agiotagem. O argumento é simples: taxas de juro elevadas destinam-se a cobrir riscos de incumprimento, mas este risco de incumprimento caiu abruptamente depois de Portugal ter aceitado levar a cabo um programa de consolidação orçamental tutelado e vigiado por FMI, BCE e Comissão Europeia. Os 6% não são uma margem de segurança. Só abuso de poder.

 

Contudo, há que ter em conta que há sempre a probabilidade de o plano não ser implementado, ou ser colocado no terreno de forma deficiente. E aqui joga um papel fulcral a credibilidade dos líderes políticos. Tendo em conta que Sócrates não esperou sequer uma semana para vir negar aquilo a que tinha ainda há pouco tempo dado o seu assentimento, devemos ficar surpreendidos não com o facto de a taxa ser mais alta do que esperavamos, mas com o facto de ela ser porventura bem mais baixa do que se justificava.  

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