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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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Aposto que o Dan Brown não chegava lá

Rui Passos Rocha, 26.03.10

O próximo livro de José Rodrigues dos Santos vai ser publicado daqui a duas semanas. Ao contrário dos anteriores este não é maçudo, tem apenas 1752 páginas. Como sei? Porque fui eu que, esta manhã, lhe dei a ideia que ele decidiu começar já hoje a transcrever furiosamente. Sei o que estão a pensar: duas semanas é muito tempo para o Rodrigues dos Santos. É verdade, mas não se esqueçam de que a Gradiva precisa de 10 dias para imprimir 500 mil exemplares e atirá-los para as montras da Bertrand. Então, dizia eu que estou por detrás de mais um grande sucesso do jornalista da RTP. E como sou boa pessoa, decidi também poupar ao coitado do Rogério Casanova o trabalho de analisar mais um cagalhão do Dan Brown tuga, descrevendo aqui o essencial do livro.

 

A ideia surgiu-me hoje de manhã quando soube que o Vaticano (e, neste caso, também o Papa) soube ao longo de anos que mais um seu padreco americano se lambuzava com miúdos – no caso, 200 rapazotes surdos. Vai daí, e como não sou pessoa para desacreditar a palavra de quem ouve a voz celestial, passei as últimas horas a revolver a mioleira para tentar perceber o que faz uma associação moralista, que defende valores universais e tal, ao mesmo tempo abominar o chavascal homossexual (mais até do que o heterossexual, que pessoalmente acho repugnante e não entendo como há gente que diz que aquela nojeira dá prazer) e tolerar que os seus sócios o pratiquem por aí à farta (será que com batina dá mais pica?), sem os condenar publicamente ou, como convém a uma organização do tipo, os expulsar – e à canzana com eles.

 

O motivo parece-me claro: ao criticar abertamente a homossexualidade, a Igreja tenta que os gays sintam nojo do que são – o que é manifestamente bom – porque, caso contrário, o risco de emergirem novos aglomerados abichanados (como Sodoma e Gomorra – o que é factualmente errado, mas a realidade estragaria este post) poderia perturbar o merecido sono de Deus, que lá teria de destruir mais uma ou outra civilização. Ora, é para evitar este incómodo que a Igreja tenta dispersar a população homossexual. Como? Desmoralizando-a, como disse, e em seguida acolhendo-a de braços abertos: «It has been estimated that at least 33 per cent of all priests in the Roman Catholic Church in the United States are homosexual». Enquanto membros da casa do Senhor, os panascas podem satisfazer os seus impulsos sodomitas sem que a generalidade da população o saiba. Por isso, acolher os pecadores homo permite à Igreja ao mesmo tempo despoluir e moralizar o mundo. Querem mais provas de altruísmo e superioridade moral?

2 comentários

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