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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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A colónia

Tiago Moreira Ramalho, 02.07.11

A Madeira tem, passeando pelos prados, um conjunto de pessoas que, numa luta mais do que pertinente, brame contra o imperialismo do continente. Querem ser independentes. Até aqui nada de errado. Muitas colónias desejam ou desejaram a independência. Algumas, cheias de sucesso, transformaram-se em ‘ex-colónias’, o que evidencia que no fundo algum fundamento têm as pretensões separatistas. Claro que no reino madeirense, tudo parece mais estranho. Há questões identitárias que levam povos a querer viver pelos seus próprios meios. Se nuns casos é a cultura, noutros é a língua, a defesa de uma diferente forma de governo, a vontade de diferentes relações internacionais. Enfim, há uma série de motivos que levou e continua a levar a que povos acabem por criar a única fronteira que lhes falta – a política. No caso madeirense o que parece vocacionar o ‘movimento’ é o mero capricho. Ilha que era nada e cujo nascimento e desenvolvimento sempre se deu dentro da cultura do ‘continente’, sem língua própria, religião própria, rituais culturais próprios, nada de fundamental diferencia a Madeira do resto do país. Ainda assim, os madeirenses a quem passear pelos prados não chega obrigam-nos a aturar o capricho autónomo e a pensar que poderá, realmente, haver pretensões separatistas sérias, quando tudo não passa de mera ocupação de tempo excessivo. Entretanto, enquanto ainda pertencem ao país que parecem querer abandonar, vão gozando com os esforços que se pretendem nacionais para contenção de défice e despesa, enquanto beneficiam de regimes fiscais privilegiados. Tenham paciência.

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