É todo um processo
Os argumentos pró-euro seguiram mais ou menos esta sequência.
1) A Alemanha não pode obrigar os pobres países da periferia a abdicarem da sua soberania orçamental e reduzir o seu défice
2) A Alemanha deve financiar os défices dos pobres países da periferia. Não é uma ajuda, é um empréstimo para pagar uma dívida sustentável.
3) A Alemanha deve financiar os défices dos pobres países da periferia a taxas de juro aceitáveis (baixas).
4) A Alemanha deve permitir aos pobres países da periferia não pagarem as suas dívidas. A dívida é insustentável.
5) A Alemanha deve unir-se aos pobres países da periferia para emitir dívida conjunta (princípio da solidariedade) e depois separar-se de novo para os deixar gastar como quiserem (princípio da independência e soberania).
Para os países do Sul, a Alemanha tem de compreender que só isto impede a destruição do euro. Mas os próprios países do Sul deveriam perceber que o euro é um projecto político com prós e contras. As suas acções recentes têm aumentado o peso relativo do segundo prato da balança. Depois não se queixem.