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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A Douta Ignorância

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4 comentários

  • Luís,

    Sabe perfeitamente onde eu queria chegar com o comentário. Eu não quero proibir que eles vão. Gostava era que se limitasse esse 'valor acrescentado' que tantas vezes é de natureza dúbia.
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    Luís Lavoura 27.10.2011

    Tiago,

    eu estou apenas a fazer aquilo que Você sugere que se faça - a discutir o facto. E, fazendo o papel de advogado do diabo, estou a dizer a verdade - que é normal e expetável que os ex-políticos aufiram bons salários na privada.

    Numa economia moderna o Estado ocupa um enorme papel, quer como regulador e legislador, quer também como contratador (comprador de diversos serviços). Isto é assm em toda e qualquer economia moderna, sem exceção. É pois normal que uma pessoa que tenha boas relações dentro do aparelho do Estado, que o conheça, que conheça os administradores e reguladores e legisladores, seja muito útil para muitas empresas privadas.

    O Tiago considera que esta utilidade acrescida é muitas vezes "de naureza dúbia". Pois é. Mas o que é que se há-de fazer? A mim parece-me que dificilmente se pode fazer algo para limitar estas consequências perversas da democracia e da economia de mercado.

    Ou o Tiago tem alguma sugestão concreta?

    Repare também que os políticos auferem frequentemente salários relativamente reduzidos. O salário mais alto que mais tarde auferirão na privada pode, de alguma forma, ser visto como uma compensação para o salário menos bom que auferiram enquanto políticos. Se o Tiago quiser limitar essas altos salários na privada, corre o risco de cada vez ter menos gente a querer fazer carreira política. E a falta de quantidade gera falta de qualidade...
  • Não é assim tão difícil. Basta que esses «conhecimentos» percam valor. E para isso basta que as adjudicações se tornem ainda mais transparentes, que todas as relações entre Estado e Privado sejam facilmente escrutináveis e, por fim, que todas as tropelias sejam devidamente punidas.

    Afinal, numa situação em que a corrupção fosse impossível, que valor teria conhecer quem manda?
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