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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A Douta Ignorância

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5 comentários

  • Luís,

    Sabe perfeitamente onde eu queria chegar com o comentário. Eu não quero proibir que eles vão. Gostava era que se limitasse esse 'valor acrescentado' que tantas vezes é de natureza dúbia.
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    Luís Lavoura 27.10.2011

    Tiago,

    eu estou apenas a fazer aquilo que Você sugere que se faça - a discutir o facto. E, fazendo o papel de advogado do diabo, estou a dizer a verdade - que é normal e expetável que os ex-políticos aufiram bons salários na privada.

    Numa economia moderna o Estado ocupa um enorme papel, quer como regulador e legislador, quer também como contratador (comprador de diversos serviços). Isto é assm em toda e qualquer economia moderna, sem exceção. É pois normal que uma pessoa que tenha boas relações dentro do aparelho do Estado, que o conheça, que conheça os administradores e reguladores e legisladores, seja muito útil para muitas empresas privadas.

    O Tiago considera que esta utilidade acrescida é muitas vezes "de naureza dúbia". Pois é. Mas o que é que se há-de fazer? A mim parece-me que dificilmente se pode fazer algo para limitar estas consequências perversas da democracia e da economia de mercado.

    Ou o Tiago tem alguma sugestão concreta?

    Repare também que os políticos auferem frequentemente salários relativamente reduzidos. O salário mais alto que mais tarde auferirão na privada pode, de alguma forma, ser visto como uma compensação para o salário menos bom que auferiram enquanto políticos. Se o Tiago quiser limitar essas altos salários na privada, corre o risco de cada vez ter menos gente a querer fazer carreira política. E a falta de quantidade gera falta de qualidade...
  • Não é assim tão difícil. Basta que esses «conhecimentos» percam valor. E para isso basta que as adjudicações se tornem ainda mais transparentes, que todas as relações entre Estado e Privado sejam facilmente escrutináveis e, por fim, que todas as tropelias sejam devidamente punidas.

    Afinal, numa situação em que a corrupção fosse impossível, que valor teria conhecer quem manda?
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    Luís Lavoura 27.10.2011

    Eu acho que sim, Você tem razão, mas...

    (1) É por vezes difícil distinguir entre corrupção e lobbying. Por exemplo, quanto Pinto Balsemão diz em público que não quer mais televisões privadas em Portugal, está a fazer lobbying. Mas será que o diz apenas em público? E, quando o diz em privado a algum governante, não prometerá a esse governante também uma recompensa, imediata ou talvez apenas futura? Distinguir as fronteiras da corrupção é difícil.

    (2) Faz-se muito barulho sobre a corrupção, mas ela não é necessariamente uma coisa muito má. Há muitíssimos países que se dão maravilhosamente bem, do ponto de vista económico, apesar da corrupção neles reinante. (Os EUA no século 19 eram um país notoriamente corrupto, e a China hoje é-o, e ambos tiveram/têm maravilhosas taxas de crescimento e sucesso económico.) Tudo consiste em saber se o dinheiro da corrupção vai parar a um banco suíço ou, pelo contrário, é investido no país.
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