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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A Douta Ignorância

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6 comentários

  • Luís,

    Sabe perfeitamente onde eu queria chegar com o comentário. Eu não quero proibir que eles vão. Gostava era que se limitasse esse 'valor acrescentado' que tantas vezes é de natureza dúbia.
  • Sem imagem de perfil

    Luís Lavoura 27.10.2011

    Tiago,

    eu estou apenas a fazer aquilo que Você sugere que se faça - a discutir o facto. E, fazendo o papel de advogado do diabo, estou a dizer a verdade - que é normal e expetável que os ex-políticos aufiram bons salários na privada.

    Numa economia moderna o Estado ocupa um enorme papel, quer como regulador e legislador, quer também como contratador (comprador de diversos serviços). Isto é assm em toda e qualquer economia moderna, sem exceção. É pois normal que uma pessoa que tenha boas relações dentro do aparelho do Estado, que o conheça, que conheça os administradores e reguladores e legisladores, seja muito útil para muitas empresas privadas.

    O Tiago considera que esta utilidade acrescida é muitas vezes "de naureza dúbia". Pois é. Mas o que é que se há-de fazer? A mim parece-me que dificilmente se pode fazer algo para limitar estas consequências perversas da democracia e da economia de mercado.

    Ou o Tiago tem alguma sugestão concreta?

    Repare também que os políticos auferem frequentemente salários relativamente reduzidos. O salário mais alto que mais tarde auferirão na privada pode, de alguma forma, ser visto como uma compensação para o salário menos bom que auferiram enquanto políticos. Se o Tiago quiser limitar essas altos salários na privada, corre o risco de cada vez ter menos gente a querer fazer carreira política. E a falta de quantidade gera falta de qualidade...
  • Sem imagem de perfil

    PR 27.10.2011

    Não há nenhum conhecimento ou experiência adquirida que justifique que uma passagem pelo Governo aumente 30x a produtividade de um tipo. Ou melhor: nenhum conhecimento ou experiência adquirida que possa ser considerada legítima ou aceitável.

    Estes números não são maus em si: são assustadores pelo que revelam. Como o TMR diz, não é preciso proibir salários altos ou nomear pessoas à unha: basta tornar as coisas mais transparentes e limitar a discricionariedade dos políticos. Actuar na causa, e não no sintoma.

    E no fim logo se veria se o "extra pay" é um bónus que premeia a produtividade ou outra coisa qualquer menos clara.
  • Sem imagem de perfil

    Luís Lavoura 27.10.2011

    A Priscila certamente sabe que nas grandes empresas privadas se praticam salários que dificilmente têm algo a ver com a produtividade de quem os recebe. A desigualdade salarial é uma praga do mundo atual, que nada tem a ver, em geral, com a política ou a corrupção. É vulgar um gestor de uma empresa privada auferir atualmente somas astronómicas.

    Quanto ao resto, estou de acordo com ambos: é preciso limitar a discricionariedade dos políticos, aumentar a transparência das decisões, etc.

    Mas isto é mais por um motivo de amor à democracia do que, propriamente, por essas coisas serem necessariamente más para a economia. Tal como eu referi noutro comentário, muitos dos países com economias mais pujantes têm também níveis de corrupção, e de interferência do Estado nos negócios, extremamente altos.
  • Mas ó Luís, acho que até agora ninguém disse que mudar a situação tinha alguma coisa a ver com o crescimento económico. Tem apenas a ver com higiene.
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