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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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Última fractura do dia

Tiago Moreira Ramalho, 16.04.10

Prossigo na exposição de fracturas – que se dane a Estatística Aplicada – porque, na realidade, eu sou só isto: fracturas e mais fracturas. Eu, que sou uma pessoa que lê blogues, mas que, enfim, tem limites, dei por mim a ler isto. A dona Mónica diz que «só lhe apetece dizer asneiras» porque «está zangada com o Sócrates» e porque não se quer «ajoelhar» em frente ao Papa – julgo que ele, pelos votos, iria recusar a oferta, dona Mónica. Claro que a dona Mónica, que diz que é escritora, diz, consegue juntar tudo isto, que está muito bem, muito certo, num post que, depois da gargalhada, nos faz ficar com um pitty smile em frente ao ecrã. Que diabo. Uma pessoa é pessoa bastante para ir para um blogue escrever, inclusivamente – deixemos, também hoje, claro que este «inclusivamente» serve apenas para dar ênfase à ideia que se segue, pois, na prática, não tem significado nenhum – com maiúsculas a bold, temperando tudo com muitos pontos de exclamação e com um jeito de miúda a quem o namorado meteu os corninhos – desculpe, dona Mónica, não fique tão zangada comigo como está com «o Sócrates» que eu não reajo bem quando as pessoas me «dizem asneiras». Façamos assim, dona Mónica, que eu já ando nisto dos blogues vai para umas três semanas: quando estiver muito irritada, muito, muito, muito, como parece estar no texto, trate de, primeiro, ligar a um amigo, pedir o número de telefone da Isabel Moreira ou fazer uma sessão de uma arte marcial qualquer e depois, só depois, caso ainda lhe restem forças, é que escreve uma merda qualquer lá para o blogue. Muito bom não há-de ser, que julgo que não desperdice as inspirações de escritora num blogue desses, mas sempre há-de ser menos ridículo.