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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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Em defesa de Sócrates

Priscila Rêgo, 08.12.11

A ideia de que a dívida pública não se paga pode parecer escandalosa nalgumas paragens (aqui, aqui e aqui), mas está, na sua essência, correcta. Apesar de defender o Sócrates em público ser uma tarefa reconhecidamente ingrata, a verdade é que a afirmação que o homem fez ontem não tem mesmo nada de extraordinário. Não pagar a dívida é uma trivialidade das história económica dos últimos séculos.

 

A dívida pública americana e inglesa, por exemplo, nunca foi paga neste sentido. Os défices são gerados, acumulam-se como liabilities do Estado, e o crescimento da economia encarrega-se de manter a dívida em níveis razoáveis. Isto não significa que os credores não sejam ressarcidos: são; mas são reembolsados com fundos captados junto de novos credores. Se o horizonte de vida de um Estado é potencialmente infinito, por que é que deveria haver um prazo para amortizar toda a dívida? 

 

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