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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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Fast slow food

Rui Passos Rocha, 14.12.11

O negócio de fast food contribui à grande para a «epidemia global» da obesidade, de acordo com a OMS. Nos Estados Unidos, onde a coisa é mais gritante, parece que 40% das refeições são comidas fora de casa, o que, tendo em conta que cerca de 60% dos americanos têm peso a mais ou mesmo obesidade, me faz imaginar para onde vão preferencialmente [1].


O mais curioso é que a fast food é mais cara do que uma refeição saudável [2], o que significa que os consumidores valorizam muito a rapidez quando comem fora. Uma alternativa a isso será mudar todo o sistema económico de modo a que todos trabalhem menos horas e haja tempo para refeições prolongadas; outra alternativa, mais consensual, será taxar fortemente a fast food; outra ainda é aproveitar o conceito e aplicá-lo à bem mais defensável slow food. Será possível? 

 

Uma ideia, que nunca vi aplicada (o que significa uma de duas coisas: que de tal modo brilhante que tive uma ideia absolutamente nova; ou que sou um idiota e isto seria a ruína para qualquer negócio), seria a de tornar rápida a slow food: um restaurante permitiria a reserva online de lugares, com pré-pagamento, e essa reserva seria tão mais cara por quanto mais tempo o cliente o lugar. Seria como no pré-pagamento de assentos de autocarro: quem marca sabe de antemão que lugares estão disponíveis e a que hora.

 

Como a comida foi reservada, à hora determinada pelo cliente o almoço/jantar está pronto e ele tem os 15, 30 ou 45 minutos que reservou. As refeições seriam saudáveis e os pedidos personalizáveis pela internet. E claro, os preços seriam ligeiramente mais baixos do que os da fast food. Tenho apenas sérias reservas quanto à marcação do tempo: se um cliente excedesse o seu tempo e outro tivesse direito a ocupar-lhe o lugar, ele teria de ser obrigado a terminar a refeição a meio...

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