Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

Desemprego? Nah...

Priscila Rêgo, 20.06.12

O desemprego é um mito criado pela comunicação social. O Ricardo Campelo de Magalhães, do Insurgente (acho que vou criar uma tag só para ele), fez a descoberta e decidiu partilhá-la com o resto do mundo. 

  

Parece que a percentagem da população empregada é hoje muito maior do que nos "dourados" anos 50 e anos 60. Ou, como ele diz, "o problema da actual crise não é a falta de empregos".

 

 

 

 

O Ricardo desvendou uma conspiração da imprensa mundial para ocultar a força do mercado laboral americano. Ou, então, esqueceu-se só que dos anos 50 para cá as mulheres, enfim, saíram de casa. 

 

 

 

 

Em baixo, um retrato mais fiel de uma economia que não tem problemas de emprego (dados da Reserva Federal)

 

 

 

 

 

12 comentários

  • Imagem de perfil

    Carlos Novais 21.06.2012

    Aproveito para comentar que a primeira com desemprego estrutural prolongado foi mesmo a Grande Depressão porque pela primeira vez o sistema político, começando logo com Hoover em1930 e depois Roosevelt em 1933, conseguiu intervir no sentido dos salários nominais não descerem, e cartelizando as indústrias (à boa moda fascista da época) para tentar que os preços não descessem. Pelo caminho, num período de fome, até colheitas e criação de porcos destruíam como política de manutenção de preços).

    Portanto, é a Grande Depressão a primeira prova empírica das graves consequências de não deixar o ajustamento ter lugar.

    O problema do desemprego em período de crise passa por não deixar as empresas restabelecer a sua rentabilidade normal.

    Nem emprego nem crescimento, cujos seus defensores na linha keynesiana, vão é socorrer-se do estímulo da procura agregada, whatever that means, a qual mesmo quando não defendida explicitamente está presente em raciocínios do género: "se baixar salários as pessoas vão ter menos rendimento para gastar na economia". É a invocação do multiplicador.
  • Imagem de perfil

    Carlos Novais 21.06.2012

    "Aproveito para comentar que a primeira CRISE com desemprego estrutural prolongado foi mesmo a Grande Depressão"

    " É a EVOCAÇÃO do multiplicador."
  • Sem imagem de perfil

    Wyrm 21.06.2012

    "Portanto, é a Grande Depressão a primeira prova empírica das graves consequências de não deixar o ajustamento ter lugar."

    É incrivel como este CN parece mesmo acreditar na porcaria que escreve...

    Mas também, há quem acredite em amigos imaginários, santos, deuses, mulheres que procriam com deuses e que aparecem em cima de arvores a pastores...

  • Imagem de perfil

    Carlos Novais 21.06.2012

    Caro Wyrm

    Veja lá nos seus dados qual foi a evolução do desemprego de 1930 a 1940.

    Depois procure um pouco sobre referências às políticas de salários e preços durante essa década, que começaram logo com Hoover.
  • Sem imagem de perfil

    Wyrm 21.06.2012

    Caro CN,

    Quem interpreta dados apenas á luz da sua fé tem pouca moral para mandar estudar os outros...
  • Imagem de perfil

    Carlos Novais 21.06.2012

    É possível interpretar dados sem ser à luz de uma fé?
  • Sem imagem de perfil

    Wyrm 21.06.2012

    A partir do momento em que fé consiste em acreditar em algo sem qualquer evidência eu acho sim.
    Não só é possivel como também desejável que dados sejam interpretados sem qualquer tipo de fé e que não sirvam apenas para serem manipulados de modo a que suportem conclusões tiradas à priori.


    Mas compreendo totalmente que você ache que não.
  • Imagem de perfil

    Carlos Novais 21.06.2012

    Portanto acredita numa interpretação de dados neutra. Isso não existe.

    Mas eu estou a dar dados:

    - a taxa de desemprego foi elevadíssima até à entrada dos EUA na guerra
    - quer Hoover quer Roosevelt fieram tudo para impedir a que de salários, coisa conseguida (no sentido de institucionalmente -politicamente).

    Na altura dizia-se que a coisa nem era má desde que não tivesse desempregado porque os salários reais até subiram.

    O contraste oposto está na crise anterior de 1921 cuja queda sa produção industrial até foi maior que em 1929. Preços e salários caíram acentuadamente, a despesa do estado foi cortada, e depois de um pico de desemprego de crerio 15% passado ano e meio tinha passado. 2 anos depois estavam quase em pleno emprego.

    Dados. 1921 não costuma aparacer nos manuais porque não dá jeito. Seja como for os dados do New Deal são claros. Dmesemprego presistente.
  • Sem imagem de perfil

    pr 21.06.2012

    CN, só por curiosidade, sabe dizer-me onde posso encontrar esses dados? É que as fontes que eu costumo usar (Fed, NBER, Angus Madisson) vão em sentido contrário. [Por exemplo, para o caso da produção industrial, ver aqui: http://research.stlouisfed.org/fred2/graph/?id=INDPRO, ]
  • Sem imagem de perfil

    Miguel Madeira 21.06.2012

    Bem, pelos vistos do principio de 1920 até março de 1921 houve uma quebra de 32%; já nos 15 meses a seguir a outubro de 1929, parece ter havido uma quebra de 25%; ou seja, se a GD tivesse acabado no mesmo instante em que acabou a crise de 1920-21, teria realmente tido uma queda menor.
  • Sem imagem de perfil

    PR 22.06.2012

    Pois. Mas a questão é que não acabou aí :)

    Não estou a dizer que, para efeitos de comparação de política, até não faça sentido "trancar" os dois períodos. Mas acho que quando o CN diz que a produção industrial caiu mais na crise de 1921 do que na crise de 1929, não está a dizer "a crise de 1929 se ajustada ao período temporal da crise de 1921".
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.

    Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.