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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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O Estado deve cortar na despesa, não sobrecarregar as famílias

Priscila Rêgo, 10.09.12

O Estado tem de cortar a sério na despesa pública e não subir impostos para sobrecarregar as famílias e empresas. O Estado deve:

 

a) Baixar salários na função pública (os funcionários públicos não são famílias)

b) Cortar na despesa social (os seus beneficiários também não são famílias)

c) Controlar custos (os bens e serviços que compra não são receita das empresas)

d) Cortar no investimento (porque este não beneficia nem famílias nem empresas)

e) Reorganizar a administração pública, fechar fundações, repensar funções na saúda e educação (porque isto não tem impacto nem em a) nem em b), fácil de ver) 

 

Como se vê, é possível austeridade sem dor.

 

 

5 comentários

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    PR 10.09.2012

    "Em último caso, tudo afecta as famílias. O problema é de alocação de capital."

    Exactamente. Mas gerou-se a ideia de que há uma espécie de despesa pública da qual as famílias não beneficiam.

  • Sem imagem de perfil

    Carlos G. Pinto 10.09.2012

    Exactamente. eu continuo à espera que os Keynesianos me digam a medida de redução do défice que não afecte a "procura interna". Diz que existe.
  • Sem imagem de perfil

    PR 10.09.2012

    Carlos, acho que qualquer keynesiano dirá que a redução do défice diminui a procura. Para reduzir o défice sem afectar a procura, é preciso invocar efeitos que não estão no modelo keynesiano: expectativas (monetarismo versão expectativas racionais), preços flexíveis (clássicos tipo Say) ou transferência de recursos via taxa de juro do consumo para o investimento (austríacos).
  • Sem imagem de perfil

    Miguel Madeira 10.09.2012

    Talvez um mix de aumento de impostos e da despesa pública em que o rácio (aumento de impostos)/(aumento da despesa) seja maior que 1 e menor que (1 + propensão marginal à poupança)?

    E depois há medidas já na categoria "bomba atómica" - p. ex., default à divida + saída do euro + impressão de moeda para cobrir o deficit; além de alguns efeitos colaterais (inflação estilo Zimbabwe ou Weimar), provavelmente o deficit (ou pelo menos o deficit assumido pelo governo) descia e a procura interna talvez se mantivesse.
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