Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

É mesmo isso

Rui Passos Rocha, 14.09.12

Estava a pensar escrever algo esta noite para justificar a minha adesão à manifestação de amanhã, mas teria pouco a acrescentar e nada a retirar ao que Luís M. Jorge escreveu. É essencialmente por isto que lá estarei.

4 comentários

  • Sem imagem de perfil

    RPR 14.09.2012

    E é a TSU que está em causa. O resto vem no plano da troika, tanto quanto sei. A TSU simboliza uma opção não condicionada do exterior, sem apoio abrangente na sociedade, aparentemente sem efeitos positivos significativos na economia, e tanto quanto se sabe tende a diminuir a progressividade fiscal e a acentuar as desigualdades económicas.
  • Sem imagem de perfil

    Luís Lavoura 14.09.2012

    Pois a mim a manobra da TSU parece-me inteligente e compreensível.
    Vejamos: o Tribunal Constitucional mandou que os trabalhadores do privado deveriam sofrer mais ou menos o mesmo que os do público. Uma vez que aquilo que os do público estão a sofrer é manifestamente insuficiente para endireitar as contas do Estado, a consequência lógica é que seria necessário encontrar um mecanismo para, mantendo o sofrimento para os trabalhadores do público, aumentar o sofrimento dos privados.
    Ou seja, haveria que encontrar um mecanismo que, mantendo o roubo dos salários aos trabalhadores do público, passasse a roubar também algum salário aos trabalhadores do privado.
    Esse mecanismo poderia ser um aumento de impostos. A mexida na TSU tem, porém, a virtude de não ser um imposto e, por isso, poder ser configurada para ser perpétua. Tem também a virtude de reduzir os custos das empresas, facilitando a exportação.
    Ou seja, o goerno mata quatro coelhos com uma cajadada:
    1) Transforma o roubo de um salário à função pública numa medida perpétua, ou seja, numa medida que não valerá apenas para 2012 e 2013 mas para todo o sempre.
    2) Satisfaz o Tribunal Constitucional, na medida em que põe os privados a sofrer quase tanto com os públicos.
    3) Reforça a capacidade competitiva das empresas.
    4) Aumenta a capacidade de a Segurança Social fazer face às tormentas demográficas que se avizinham.
  • Sem imagem de perfil

    RPR 14.09.2012

    1) Isso parte do princípio que uma desvalorização dos salários é a medida ideal, quando até os empresários não estão de acordo. Muitos prefeririam um aumento do horário de trabalho a uma redução dos salários líquidos. Sobretudo quando em termos brutos o factor trabalho ficou mais caro (Luís Aguiar-Conraria explica melhor do que eu)
    2) Eu não tenho tanta certeza, mas é provável.
    3) "Das" empresas? Há o pormenor da contracção do consumo, que poderá não só não melhorar como até piorar a situação do grosso das empresas portuguesas (que são PMEs)
    4) Apenas 500 milhões de euros irão para a Segurança Social, não o total da diferença (5,75 pp dos 7 pp serão canalizados para as empresas)
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.

    Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.