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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

O roubo como fonte de progresso [3]

Tiago Moreira Ramalho, 02.05.10

O Miguel Madeira respondeu ao meu texto sobre a propriedade intelectual. Eu, simpático, mantenho a discussão.

Respondendo ao primeiro problema, Miguel, a verdade é que não existem grandes argumentos de direito natural para qualquer tipo de propriedade – os argumentos são, essencialmente, de ordem utilitária. Não haverá, por isso, nenhum motivo particularmente interessante para que a propriedade intelectual seja uma excepção.

Respondendo ao segundo problema colocado, há que dizer que o argumento do Miguel falha num aspecto: é que não é líquido que quem descarrega ficheiros ilegalmente da Internet deixe de consumir esses produtos, caso esteja impedido de o fazer. Isto é, se eu não puder descarregar o último filme daquele-realizador-muito-bom, não se segue que eu não o compre.

Para finalizar, deixo ao leitor uma pergunta simples: será aceitável que apenas pelo facto de eu produzir algo que pode ser copiado de uma forma muito facilitada, tenha de abdicar do resultado do meu trabalho?

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