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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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O Grito do Ipiranga

Tiago Moreira Ramalho, 15.05.10

O manifestozinho patriótico que Vasco Pulido Valente publica hoje no Público é, mais que divertidamente bem escrito, evidência do nosso estado. Há muito que se não via este tipo de exteriorização nacionalista nas colunas de jornal – pelo menos nas legíveis – e esta só existiu, como algumas mais existirão daqui para a frente, adivinha-se, porque, precisamente, a lusa pátria já não tem jeito de levantar o queixo, tal é a má vida a que se deu. Um país que há décadas vive mendigando dinheiro estrangeiro, que viola constantemente os compromissos internacionais assumidos e que se enfia sem pejo de qualquer espécie numa crise cujo maior vício é ser fruto de mera idiotice negligente não pode, no fim, fazer peitos. Sim, Sócrates é uma espécie de Governador Geral a mando de entidades externas. Mas só o é pelo simples facto de nos ter deixado nesta situação, da qual é o principal responsável, por ter, ao longo de anos, imposto a sua mediocridade ao país, estalinisticamente calando ou afastando quem não o suportasse. Para ele não interessa muito, que, mais dia, menos dia, sai, dado que já não existe, como diz Pulido Valente. Pior é o resto. É que a seguir a ele, estamos cá nós. E o Grito do Ipiranga ainda vai demorar.

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