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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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Vou tomar Ben-u-Ron

Tiago Moreira Ramalho, 31.05.10

O leitor habitual que me perdoe, que eu não vou conseguir perdoar-me a mim próprio, mas é, Jesus, imperativo que se leia este artigo do (oh!, the pain!) Daniel Oliveira.

Que não se volte a falar deste assunto.

3 comentários

  • Priscila,

    Eu acho que o DO até coloca as coisas como elas devem (eu não sei o que se passa comigo) ser colocadas.
    Se assumes que é legítimo que o Estado intervenha de modo a impedir uma criança de sofrer com os vícios dos adultos, chegarás a um momento em que every single aspects da vida de cada um serão controlados pelo Estado, impondo-se um padrão comportamental (geralmente decidido pela maioria, quando a coisa é menos má) a todos os indivíduos (ou pelo menos àqueles que têm filhos).
    Claro que a questão é difícil, por serem crianças, não terem opção, etc. Eu recomendei o texto porque tendo a concordar com o que está lá escrito, apesar de não ter, confesso, as ideias completamente organizadas nesta questão (sobre outras questões, geralmente, também não tenho).

    O que me perturba também é o espírito da lei. A ideia da coisa não é proteger criancinhas, mas sim tornar os cidadãos melhores, aos olhos dos decisores. A ideia é transformar, coisa que me assusta.

    Não há-de faltar muito para que se esteja a discutir uma coisa destas em Portugal...
  • Sem imagem de perfil

    PR 31.05.2010

    Tiago, a mim o que me assusta é estar a favor de uma intervenção do Estado quando o próprio DO está contra. Talvez ele esteja tão arrepiado quanto eu :)

    Em relação ao espírito da lei, prefiro não me pronunciar. Talvez o legislador queira impor um comportamento; ou talvez queira apenas proteger as criancinhas. Não sei.

    Mas o argumento do "passo em frente" é sempre um pouco falacioso, porque pode ser utilizado nos dois sentidos. Dizer que "a seguir vem a proibição de cantar no duche" segue a mesma linha de argumentação dos que defendem que depois do casamento homossexual "vem a legalização da pedofilia". Eu sinto sempre alguma urticária quando ouço dizer que quem defende a redução da despesa pública as portas à privatização dos tribunais, por exemplo...

    Por isso, concordo que as fronteiras legais são porosas. Mas isso não é um argumento contra a mudança: é um argumento para nos mantermos atentos. Avalio os méritos das leis que estão em cima da mesa. Quanto às que hão-de vir, o melhor remédio é a cautela.
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