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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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Os limites de Emídio

Tiago Moreira Ramalho, 12.06.10

Diz-nos Emídio Rangel, numa crónica no jornal diário Correio da Manhã, que há limites. Sente-se Emídio desagradado com o desaforo dessa populaça que se atreve a vaiar o primeiro-ministro, um homem que, citemos Emídio, «teve propósitos muito claros e determinados para modernizar Portugal, pondo fim a décadas de promessas não cumpridas de governos anteriores». Não se faz. É demonstração pura de «ingratidão» de «sectores políticos trauliteiros e anacrónicos» que não deveria, para Emídio, tomar lugar. Já sem forças, Emídio roga a José, seu messias, que se demita, que abandone esta pátria de mal agradecidos, esta pátria que não o merece. Que se desenvencilhem, José, diz Emídio.

Pois nós gostaríamos de recomendar a Emídio que fosse menos trauliteiro e anacrónico. É que se Emídio tem limites, nós, humanos, também os temos. Emídio, com o seu coeficiente de inteligência ao nível de um Sphodromantis Viridis, julga que a propaganda política ainda se faz através da prostituição intelectual da mais rasca, daquela que masca pastilha de boca aberta e veste tigreza. Emídio julga que as suas crónicas servem realmente a causa, recolhendo ovelhas para o rebanho do José. Emídio, como sempre, engana-se. As crónicas de Emídio servem para pouco mais que algum divertimento e para exercitar alguma humanidade, através de demonstrações francas, como poucas há, de verdadeira pena.

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