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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

A discussão interessante

Tiago Moreira Ramalho, 13.06.10

Este artigo da Inês Teotónio Pereira faz algum sentido. O argumento é forte. No entanto, ficamos com a estranha sensação de que está «incompleto». A linha de raciocínio da Inês Teotónio Pereira obrigaria a que, a par da Educação Sexual, deixasse de ser obrigatório o ensino de qualquer área do saber. Se o Estado não tem o direito de nos invadir a casa para ensinar as especificidades do coito às criancinhas, também não tem o direito de lhes ensinar Garrett, Gauss ou Darwin. E, por outro lado, se os pais têm competência, a exclusiva competência, de decidir como ensinar Educação Sexual, então também deverão, por simples desenvolvimento do argumento, decidir como ensinar tudo o resto.

A discussão em torno da Educação Sexual, pelo menos se colocada nos termos em que a Inês Teotónio Pereira a coloca, não é sobre a disciplina em particular, mas sobre todo o edifício do Estado e das suas acções no que respeita à Educação dos jovens num sentido lato. E essa discussão, sim, e ao contrário da discussão sobre o que ensinar, é deveras interessante. Porque a verdade é que, desastrados pais deste nosso Portugal, qualquer miúdo já aprende no oitavo ano tudo o que respeita ao sistema reprodutivo humano, ao desenvolvimento de caracteres sexuais e à contracepção, entre outras coisas mais. E com imagens.

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