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A Douta Ignorância

Política, Economia, Literatura, Ciência, Actualidade

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O crime perfeito (2)

Rui Passos Rocha, 27.06.10

O argumento de Miguel Sousa Tavares teria outra validade se fosse mais abrangente, aplicando-se também às escutas a Pinto da Costa ou a um qualquer traficante de droga. E teria outra validade se, também para esses casos, defendesse a não publicação das escutas mesmo que um qualquer Pacheco Pereira do sistema de Justiça acreditasse ser a publicação pela imprensa a única hipótese de se fazer justiça. Aparentemente – porque não me recordo de opiniões suas idênticas para outros casos que não o de Sócrates –, para MST o maior escrutínio inerente ao cargo de primeiro-ministro deve tornar os seus direitos mais dificilmente violáveis, não menos. Mesmo que o interesse público da informação sobre eventual corrupção de governantes seja muito superior, e proporcional à gravidade dessa corrupção, se comparada com outras. Mas há outro problema na avaliação de MST: o público quer ser informado não só das condenações, mas também das suspeições; sobretudo quando desconfia da qualidade da sua Justiça. Esta serve o povo; e os governantes também, daí a legitimidade do maior escrutínio.

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