Da partidocracia (2)
Claro que o discurso pela redução do financiamento público é rapidamente rotulado como demagógico ou populista. Nomeadamente pelas partes interessadas, que, grosso modo, dominam o espaço mediático. A verdade, apesar do ruído dos grandes partidos, que são os maiores beneficiários, é que tem de haver uma redução das subvenções públicas. Que o desmame seja gradual, nada a opor – preferimos não ser acusados de semear o caos nas instituições partidárias. Mas tem de ser efectivo. Esta brincadeira de reduzir 10%, e ainda por cima transitoriamente, não interessa a ninguém. Na realidade, é quase ofensivo.