Da partidocracia (3)
Tiago Moreira Ramalho, 28.06.10
Obviamente, soluções para o problema escasseiam. É difícil tirar do Parlamento uma decisão que está intimamente ligada ao Orçamento de Estado. E como o financiamento partidário não pode ser submetido a decisão referendária, tal como a Constituição, a única possibilidade seria uma forte pressão da sociedade, aliada a uma presença de grupos de cidadãos independentes na Assembleia da República, que levasse os partidos, ainda que a contra-gosto, a moderarem os excessos. Claro que num país em que ninguém quer saber de nada além da manchete do Record, é difícil.